
Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados hoje (16.02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso (MT) apresentou a segunda maior alta na taxa de desemprego em todo o país durante o último trimestre de 2023.
A taxa de desocupação no estado atingiu 3,9% no quarto trimestre do ano passado, marcando um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 2,4%. Esses números colocam Mato Grosso atrás apenas de Rondônia no ranking nacional de aumento do desemprego.
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, aponta que enquanto em Rondônia a redução no número de trabalhadores, especialmente nos setores da agricultura e comércio, contribuiu para o aumento do desemprego, em Mato Grosso, o crescimento na procura por trabalho superou a expansão na ocupação, resultando no aumento da taxa de desocupação.
No contexto nacional, apenas o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte acompanharam a tendência de queda no desemprego, enquanto Mato Grosso e Rondônia enfrentaram aumentos significativos.
Apesar do aumento trimestral, a taxa anual de desemprego em Mato Grosso permaneceu uma das menores do país em 2023, junto com Rondônia e Santa Catarina.
“Em 2023, oito unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa”, destaca Beringuy. Foram elas: Rio Grande do Norte (10,7%), Alagoas (9,2%), Acre (7,5%), Tocantins (5,8%), Minas Gerais (5,8%), Espírito Santo (5,7%), Mato Grosso (3,3%) e Rondônia (3,2%).



























