Em declaração nesta quarta-feira (24.04), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou apuração e responsabilização pela morte do cachorro Joca, um cão raça golden retriever que foi enviado pela companhia aérea Gol para o Ceará, quando deveria vir para Mato Grosso. O chefe do Executivo afirmou que a empresa tem que prestar contas pelo incidente e que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) precisa fiscalizar para que situações desse tipo não se repitam.
“A minha gravata, ela tem um desenho de cachorrinho. Eu coloquei de manhã em protesto ao que aconteceu com o cachorro de um cidadão que mandou o seu cachorro para Sinop, em Mato Grosso. Esse cachorro, ao invés de ser embarcado para Sinop, ele foi embarcado para o Ceará. Quando chegou no Ceará descobriram que não era para lá, mandaram de volta e o cachorro morreu, porque ficou oito horas sem tomar água, preso, dentro do avião”, afirmou Lula em vídeo compartilhado nas redes sociais.
Hoje escolhi usar uma gravata especial em homenagem ao cachorro Joca que morreu após ser transportado indevidamente em um avião.
🎥 Audiovisual/PR pic.twitter.com/U2PPSzUY50
— Lula (@LulaOficial) April 24, 2024
Em nota, a Agência lamentou a morte do cachorro e se solidarizou com o tutor do animal, João Fantazzini. Um processo administrativo foi instaurado para apurar os motivos que levaram à morte de Joca. A abertura do processo ocorreu após pedido de informações à empresa aérea pela Agência e realização de reunião entre o diretor-presidente da Agência, Tiago Pereira, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
“A ANAC solicitou à Gol, entre outras informações, detalhes sobre as condições de transporte do animal, o seu envio para localidade diversa da contratada e as condições para a prestação desse tipo de serviço. O objetivo é abrir processo de fiscalização conforme as constatações apuradas”, informa um trecho da nota.
Ainda nesta quarta-feira (24.04), a Gol anunciou a suspensão temporária da venda do serviço e o transporte de cães e gatos nos porões de aeronaves. Segundo comunicado, a suspensão é válida por 30 dias. O objetivo é que companhia se dedique totalmente a concluir a apuração sobre o caso da morte do cachorro.

Entenda o caso
Joca, um cão de quatro anos de idade, viajaria de São Paulo, partindo do Aeroporto de Guarulhos, com destino a Sinop, acompanhado por seu tutor, João Fantazzini. Por um erro da companhia, ele foi enviado para o Ceará, e, quando constatado o erro, enviado novamente para São Paulo.
Devido ao seu grande porte, pesando 47 kg, Joca não pôde ser acomodado sob o assento à frente como é comum em voos comerciais. Em vez disso, foi necessário despachá-lo em uma caixa apropriada para transporte de animais, sendo acomodado no porão da aeronave junto com a bagagem dos passageiros.
Durante o voo, Joca faleceu, e sua morte foi confirmada por uma veterinária, que emitiu um laudo indicando “parada cardiorrespiratória com causa ainda não determinada”. Um vídeo, gravado pela mãe de João, viralizou nas redes sociais, mostrando o tutor ao lado de Joca já sem vida, no terminal de carga do Aeroporto de Guarulhos.
























