
Um relatório técnico do Laboratório Central do Estado (Lacen), divulgado nesta quarta-feira (15.05), apontou a detecção de 16 casos de Febre do Oropouche e seis casos de Febre do Mayaro em Mato Grosso. Os sintomas das doenças são semelhantes aos de outras arboviroses como chikungunya, o que pode dificultar o diagnóstico.
De acordo com o relatório, os casos foram identificados em moradores dos municípios de Tangará da Serra, Lucas do Rio Rio Verde, Rosário Oeste, Várzea Grande, Querência e Guarantã do Norte. Os pacientes com diagnóstico positivo tinham entre 16 e 55 anos.
A Febre do Mayaro é transmitida pela picada de mosquitos infectados, que se contaminam ao se alimentarem do sangue de primatas ou humanos portadores do vírus. O homem é considerado um hospedeiro acidental ao adentrar os habitats naturais dos vetores infectados.
Os sintomas incluem febre, dor nas articulações, inchaço, dor de cabeça, dor muscular e irritação na pele, e podem se manifestar em pessoas que estiveram em áreas silvestres, rurais ou de mata nos últimos 15 dias.
Já a Febre do Oropouche, transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim, tem sintomas similares aos da dengue, como dor de cabeça, muscular, nas articulações, tonturas, náuseas e diarreia. Os vetores do vírus incluem primatas e bichos-preguiça.
As medidas de prevenção envolvem evitar picadas de mosquitos infectados, especialmente ao entrar áreas de mata e beira de rios, entre 9 e 16 horas, utilizando repelentes, roupas longas e mosquiteiros. Eliminar criadouros também é fundamental, incluindo a limpeza de terrenos, caixas d’água e cisternas para evitar água parada onde os mosquitos possam depositar ovos.

























