A taxa de desemprego no país subiu para 7,9% no primeiro trimestre de 2024, um aumento de 0,5 ponto percentual na comparação com o quarto trimestre de 2023. Mato Grosso e outras duas Unidades Federativas (UFs) apresentaram estabilidade na taxa. Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17.05) pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, Mato Grosso (3,7%), Rondônia (3,7%) e Santa Catarina (3,8%) ficaram estáveis no período. O mesmo não foi observado nos estados do Acre (8,9%), Bahia (14%), Maranhão (8,4%), Mato Grosso do Sul (5%), Minas Gerais (6,3%), Rio Grande do Sul (5,8%) e São Paulo (7,4%), que apresentaram taxas estatisticamente mais relevantes. O estado do Amapá foi o único com queda na comparação trimestral, já que saiu de 14,2% no 4º tri de 2023 para 10,9% no 1º tri de 2024.
Já na comparação anual, no confronto entre 1º tri de 2023 e 1º tri de 2024, nenhuma UF registrou aumento significativo. “Isso mostra que na comparação de curto prazo, há influência dos padrões sazonais. Mas a trajetória de queda anual, que já vem sendo observadas em outros trimestres, se manteve”, analisa Beringuy.
“O crescimento da taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2024 na comparação trimestral não invalidou a maioria dos indicadores do mercado do trabalho na comparação anual”, complementa a pesquisadora.
A pesquisa ainda aponta que as taxas de desocupação seguem maiores para mulheres, pessoas pretas e pardas e aquelas com o ensino médio incompleto. Todos esses grupos ficaram acima da média nacional (7,9%). No primeiro trimestre, essa taxa foi estimada em 6,5% para os homens e 9,8% para as mulheres.
Quando analisada a taxa de desocupação por cor ou raça, a dos que se declararam brancos (6,2%) aparece abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (9,7%) e a dos pardos (9,1%) ficaram acima.
Já na análise por nível de instrução, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto era de 13,9%. Para os que tinham superior incompleto, a taxa foi de 8,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%).


























