Os cooperados da Unimed Cuiabá aprovaram, por maioria, em assembleia geral realizada na terça-feira (11.06) a venda de ativos da cooperativa, dentre eles o hospital e a unidade de oncologia. A forma como essa negociação deve ser feita ainda será definida de forma mais detalhada em uma próxima reunião agendada para a segunda-feira (24.06).
Segundo o coordenador do Conselho Fiscal da Unimed, o médico Salvino Ribeiro, trata-se de uma medida necessária para reestabelecer a saúde financeira da cooperativa. A medida foi aprovada por 90% dos médicos que participaram da assembleia e os detalhes de como se dará essa transação ainda serão definidos.
O médico Salvino Ribeiro esclarece que a venda, no entanto, não é do prédio do hospital, mas sim da operação da unidade. “Foi levado pela direção da cooperativa essa possibilidade de venda de ativos. A venda do ativo hospitalar, que não é o prédio, não é o imóvel, é só a venda da operação do prédio. Existem várias propostas de players diferentes e isso vai ser analisado na próxima assembleia”, explicou o médico.
Salvino lembra que desde julho de 2019, na gestão anterior da cooperativa, foram feitos aportes financeiros no Espaço Cuidar, em laboratórios e no hospital. “Foi um investimento de três coisas de recursos próprios e coisas caras. E foi uma decisão da diretoria e não foi para o cooperado. Se tivesse ido a decisão para o cooperado provavelmente teria votado contra, porque o cooperado sabe que isso tem um custo alto”.
A decisão de venda de ativos é para que a cooperativa tenha condições de operar. Hoje a Unimed Cuiabá está sob a lupa da Agência Nacional de Saúde (ANS), que exige das operadoras ativos garantidores, que devem ser em média o dobro dos gastos, o que significaria um aporte de R$ 200 milhões até outubro do ano que vem. Além disso, a decisão busca ainda cobrir o rombo de R$ 400 milhões deixado pela gestão do ex-presidente Rubens de Oliveira.
Até outubro deste ano a Unimed precisa ter R$ 100 milhões em caixa e até outubro do ano que vem mais R$ 100 milhões. O médico explica que apesar de superávit no primeiro quadrimestre a cooperativa não chegará ao valor necessário nos próximos quatro meses. “Então agora não tem muito onde correr. A venda de ativos se impõe como uma medida mais correta nesse momento. E 90% votaram pela venda de ativos”.
























