O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), esteve em audiência na Comissão de Agricultura na Câmara Federal, nesta quarta-feira (19.06), e confirmou que está previsto um novo leilão do arroz, com data ainda a ser confirmada. Desta vez, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai ter a atribuição de cadastrar e habilitar os vendedores interessados no processo. O leilão anterior foi cancelado, segundo o ministro, porque a metodologia escolhida não se mostrou eficiente.
“A Conab usou um método tradicional, que usa aqui dentro para comprar milho de produtores e o vender para granjas e fornecedores. A metodologia não se mostrou eficiente. Havia prerrogativa no edital que a bolsa cadastrasse os possíveis interessados. Isso causa ao governo e ao mercado uma surpresa, de saber quem operou só depois de o leilão acontecer. Não temos compromisso com o erro. Achamos melhor cancelar o leilão. Tivemos bons players que participaram. Outros, temos dúvidas da capacidade de cumprir aquilo que arremataram. A Conab vai trazer para si esse cadastro, a habilitação dos players, para termos um leilão mais eficiente e efetivo. E cumprir o papel de não deixar faltar arroz para a população brasileira com preço equilibrado”, disse o ministro.
O ministro defendeu o leilão público para a compra de arroz importado, citando um “ataque especulativo” após a crise das enchentes no Rio Grande do Sul. Ele afirmou que a suspensão foi uma “prevenção”. “Por que o arroz subiu 30%, 40%? Por que, ao tentarmos comprar naquele momento de dificuldade logística do Rio Grande do Sul, tentarmos comprar 100 mil toneladas do Mercosul, sem ainda tirar a taxa de importação? Em quatro dias, o valor disponível para comprar 100 mil toneladas se dava suficiente para comprar só 70 mil toneladas. Se isso não é ataque especulativo, o que é, então?”, questionou.
Deputados da oposição afirmaram que o governo estava prejudicando os produtores locais, mas Fávaro argumentou que “não se trata de afrontar os produtores”, porque não são eles que promovem o ataque especulativo. “Eu nunca vi um produtor colocar preço no arroz. O fato real é: o arroz sobe diante da tragédia 30%, 40%, tendo arroz disponível”.
Assista a audiência na íntegra:




















