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ÓDIO E DESELEGÂNCIA

Desrespeito a Cáceres: deputado critica ausência do governo Mauro Mendes

Wilson Santos criticou a ausência de representantes do governo Mauro Mendes em evento na cidade de Cáceres com ministros de Lula, citando a falta de capacidade de diálogo.

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Decididamente, o governador Mauro Mendes (União) assumiu um papel que não lhe cai bem junto à sociedade de Mato Grosso: a do governante movido a ódio que gera falta de diálogo e, numa escala aparentemente desimportante, gera falta de elegância em respeito aos outros, mesmo que sejam adversários políticos. Na falta de diálogo e falta de respeito, quem paga a conta da briga política é sempre a população prejudicada.

Mauro Mendes
Foto: Pedro França/Agência Senado

Segundo o relato do jornalista Vinicius Mendes, do site Gazeta Digital, o governador Mauro Mendes deu uma banana explícita para a presença de ministros do governo federal na cidade de Cáceres: não compareceu e nem mandou representante. Simplesmente ignorou o evento relacionado ao desenvolvimento de Cáceres e região. Um desrespeito, na verdade, à população de Cáceres e dos demais municípios próximos interessados nesta pauta de desenvolvimento econômico. 

Seria por causa da presença do ministro da Agricultura, o senador Carlos Fávaro (PSD)? A população de Mato Grosso sabe que Fávaro, além do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e do deputado federal Abílio Brunini (PL), está no radar do “odiômetro” de Mendes. Os desafetos políticos são tratados com toda a virulência possível e, no caso do evento de Cáceres, com gestos de deselegância e desprezo que acabam afetando diretamente a população. 

O relato do jornalista Vinicius Mendes:

Durante evento do governo federal realizado nesta sexta-feira (21), em Cáceres (225 km a Oeste), o ministro Carlos Fávaro se queixou da perda da capacidade de diálogo da sociedade brasileira por causa da polarização política. Na ocasião, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) criticou a ausência de representantes do governo do Estado na cerimônia e se desculpou por isso com as outras autoridades presentes. 

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O evento que tratou sobre as Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) do projeto Rotas da Integração Sul-americana – Quadrante Rondon contou com a presença da ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, do ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Góes, entre outras autoridades, porém, nenhuma delas era membro do governo do Estado. Wilson Santos culpou a polarização por esta postura.

“Quero começar pedindo desculpas aqui, aos três ministros, pela ausência do governo estadual neste evento. Isso é inadmissível. O Brasil precisa desinflamar, já passou da hora. Essa inflamação, essa polarização, quem perde é a sociedade. Nós estamos tratando de um tema aqui republicano, de uma nação. […] Não levem isso em consideração, há muita inflamação, há muita radicalização no país e quem perde é a sociedade”, disse.

Já o ministro Carlos Fávaro pontuou que este é um comportamento observado em várias partes do mundo. Ele agradeceu a presença dos ministros e destacou como foram bem recebidos em Mato Grosso.

“A sociedade mato-grossense, a sociedade brasileira, como em outros países do mundo, parece que perdeu a capacidade de diálogo, de ouvir o contraponto, de respeitar quem pensa diferente, de discordar, mas discordar com respeito […]. Há um ano e meio, […] a gente era desconvidado para estar presente, só porque não concordavam com o nosso posicionamento político. E hoje, essa casa cheia, e muitos daqui podem não concordar com o nosso posicionamento político, mas estão aqui de coração aberto, para poder ouvir, dialogar, propor um Brasil melhor”, pontuou Fávaro.

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Em outras ocasiões, já após as eleições de 2022, quando ambos defenderam lados opostos, o governador Mauro Mendes compareceu a eventos com o ministro. No entanto, em entrevista recente ao programa Roda Viva, o governador disse que Fávaro não tem um problema com ele, mas sim “com o agronegócio brasileiro” e destacou que os dois têm “um distanciamento político”. O ministro garantiu que não irá se abalar com este tipo de situação e lembrou que o presidente Lula, desde o início de seu governo, já dizia que a polarização iria acabar através do trabalho prestado.

Em tempo: Mauro Mendes precisa dizer qual agronegócio brasileiro o ministro Carlos Fávaro tem problemas. O segmento que cultiva o radicalismo ideológico, ligado aos parlamentares bolsonaristas, ou ao agronegócio da produção, representado, por exemplo, pelo amigo de ambos, o ex-ministro, governador e senador Blairo Maggi e outros empresários que condenam a contaminação do setor pela erva daninha do extremismo?

Prefeita Eliene e os ministros Simone Tebet, Carlos Fávaro e Waldez Góes
Prefeita Eliene e os ministros Simone Tebet, Carlos Fávaro e Waldez Góes (Foto: Caroline De Vita)

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