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OPERAÇÃO RAGNATELA

MP denuncia 14 suspeitos por lavagem de dinheiro em shows e eventos

Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo realizava os shows nas casas noturnas que teriam sido adquiridas com dinheiro do tráfico de drogas.

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) denunciou 14 pessoas investigadas na Operação Ragnatela. Conforme o Ministério Público, todos os alvos da denúncia teriam envolvimento o Comando Vermelho na realização de shows em casas noturnas de Cuiabá. O objetivo do grupo era a lavagem de dinheiro em benefício da facção criminosa.

A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Adriano Roberto Alves. “Apurou-se no Inquérito Policial que, os denunciados utilizam-se de casas noturnas para a realização de eventos musicais do estilo ‘funk’, através de um grupo de promoters autodenominado G12, o qual possui ligação direta com lideranças do Comando Vermelho, e que tais eventos são intermediados junto a vereadores e assessor da Câmara Municipal de Cuiabá”, destacou.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo realizava os shows nas casas noturnas que teriam sido adquiridas com dinheiro do tráfico de drogas, sendo elas: Dallas Bar Eireli, Strick Pub Bistro e Restaurante Ltda, Restaurante e Peixaria Mangueira Ltda e Espaço de Eventos Complexo Beira Rio.

O Ministério Público denunciou os 14 envolvidos pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo que cinco também foram denunciados pelo crime de corrupção ativa.

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Foram denunciados: Ana Cristina Brauna Freitas, Agner Luiz Pereira de Oliveira Soares, Clawilson Almeida Lacava, Elzyo Jardel Xavier Pires, Joanilson de Lima Oliveira, Joadir Alves Gonçalves, João Lennon Arruda de Souza, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael, Rodrigo de Souza Leal, Willian Aparecido da Costa Pereira, e Wilson Carlos da Costa.

O vereador Paulo Henrique, que também foi um dos alvos da operação não foi denunciado pelo Ministério Público.

Operação Ragnatela

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) cumpriu oito ordens de prisões preventivas, 36 de buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos; e ainda duas ordens de afastamento de cargos públicos (policial penal e fiscal da prefeitura), quatro suspensões de atividades (casa de shows) e bloqueios de contas bancárias.

A investigação da Ficco-MT identificou que criminosos teriam adquirido uma casa noturna em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em dinheiro, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.

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