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OPERAÇÃO RAGNATELA

Vereador garante inocência e alega relação de amizade com investigado

O vereador e Rodrigo Leal foram alvos de mandados de busca e apreensão. Eles estão entre os investigados em um esquema de lavagem de dinheiro, shows e corrupção envolvendo a facção criminosa Comando Vermelho.

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O vereador Paulo Henrique (MDB), um dos alvos investigados na Operação Ragnatela, disse estar tranquilo e que irá mostrar a verdade sobre as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, desta sexta-feira (07.06), o parlamentar alegou que foi relacionado no caso por ser amigo há 25 anos do produtor de eventos e ex-chefe de cerimonial da Câmara de Cuiabá, Rodrigo Leal.

“Rodrigo Leal é produtor de eventos e é meu amigo há 25 anos. Mas saber o CPF da pessoa, o que ele faz, isso não vem a mim. Porque o Rodrigo foi alvo e a indicação do Rodrigo como cerimonial da Câmara foi minha. Eu poderia falar que não, mas foi porque é meu amigo”, esclareceu o vereador.

O vereador e Rodrigo Leal foram alvos de mandados de busca e apreensão. Eles estão entre os investigados em um esquema de lavagem de dinheiro, shows e corrupção envolvendo a facção criminosa Comando Vermelho.

Conforme as investigações, o ex-chefe de cerimonial é promotor de eventos em Cuiabá e, em sociedade com outro alvo da Operação, tinha a função de realizar os eventos para a facção criminosa. O vereador seria suspeito de atuar com influência na Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), garantindo a liberação dos alvarás para os shows.

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“Vereador não libera alvará. No caso da Sorp, não é ela quem emite licença. Ela fiscaliza. Tanto que essa casa [de shows] tem quatro ou cinco embargos. Então como teve interferência? Quem libera a licença é [Secretaria de] Meio Ambiente, é Corpo de Bombeiros, é a própria Justiça, com liminar. Então, não é só a Secretaria de Ordem Pública”, explicou o vereador.

Confira a íntegra da entrevista:

Operação

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) cumpriu oito ordens de prisões preventivas, 36 de buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos; e ainda duas ordens de afastamento de cargos públicos (policial penal e fiscal da prefeitura), quatro suspensões de atividades (casa de shows) e bloqueios de contas bancárias.

A investigação da Ficco-MT identificou que criminosos teriam adquirido uma casa noturna em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em dinheiro, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.

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