
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, foi questionado nesta terça-feira (13.08) durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sobre a demora na nomeação dos classificados no último concurso público da pasta, cuja prova foi realizada em abril deste ano.
Em resposta, Figueiredo destacou que o concurso foi realizado em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP). “É de conhecimento de todos que o Governo do Estado firmou um TAC com o Ministério Público em que nos comprometíamos a fazer o concurso dentro de um prazo estabelecido, e assim foi feito. Realizamos o maior concurso da história deste estado, com quase 30 mil inscrições e 7.762 candidatos classificados”, afirmou.
O edital, que previa 406 vagas em sistema de cadastro de reserva, foi mencionado pelo secretário como um desafio fiscal. “Se o governo autorizar a nomeação de 406 servidores, nós vamos agregar ao orçamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) R$ 53 milhões de novas despesas por ano”, explicou Figueiredo.
Ele também destacou que priorizará as áreas mais estratégicas e necessárias, como o enfrentamento da hanseníase e tuberculose, e controle e avaliação dos contratos que se avolumam dentro da secretaria, mas ressaltou que a decisão final sobre as nomeações cabe ao governador.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), presente na audiência, criticou o número de vagas oferecidas no concurso, lembrando que estas representam apenas 5% da necessidade identificada em 2011, quando 7,8 mil cargos estavam vagos na Saúde estadual.
“O resultado do concurso já foi homologado e ainda não se sabe quando vai nomear, quem será nomeado e para onde serão nomeados. Isso é lamentável. Vamos seguir cobrando do Estado a nomeação dos aprovados. Como há vagas disponíveis, defendo que sejam nomeados todos os 7 mil classificados até preencher todas essas vagas existentes na saúde estadual”, disse Lúdio.























