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DEPUTADO BOLSONARISTA

Medeiros questiona investigação da PF e sugere que plano de matar Lula seria ‘ficção’

Medeiros classificou as acusações como “surreais” e criticou a condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Medeiros questiona investigação da PF e sugere que plano de matar Lula seria ‘ficção’ (Foto: Reprodução)

O deputado federal José Medeiros (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), questionou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (19), que apura um suposto plano de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Medeiros classificou as acusações como “surreais” e criticou a condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Primeiro, chamam uma reunião para discutir instrumentos constitucionais legítimos de ‘reunião do golpe’. Segundo, por que essas informações ficaram escondidas por dois anos, se o crime seria tão grave?”, escreveu o parlamentar em suas redes sociais. Medeiros também comparou o caso às declarações do ex-procurador Rodrigo Janot, que admitiu ter planejado matar o ministro Gilmar Mendes, mas não enfrentou consequências criminais.

(Foto: Reprodução)

A operação da PF tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que teria planejado impedir a posse de Lula após as eleições de 2022. O suposto plano incluía o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Medeiros questionou o momento em que as informações vieram à tona e fez críticas ao que chamou de “tentativas de envolver Bolsonaro em supostas conspirações golpistas”.

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“Se o plano não foi executado, onde está o crime?”, questionou. Para ele, a investigação é comparável a outras acusações que, segundo afirmou, têm o objetivo de desgastar o ex-presidente Bolsonaro. Até o momento, a operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, além de três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas.

Rodrigo Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também se manifestou as revelações da operação. “Não há espaço no Brasil para ações que atentam contra o regime democrático e, menos ainda, para quem planeja tirar a vida de quem quer que seja. Que a investigação alcance todos os envolvidos, para que sejam julgados sob o rigor da lei”, afirmou Pacheco em nota oficial à imprensa.

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