O deputado federal bolsonarista José Medeiros (PL) voltou a criticar a Polícia Federal por mais uma prisão nas investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado. Desta vez, a crítica pelas redes sociais foi em razão da prisão do general bolsonarista Walter Souza Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente derrotado na chapa de Jair Bolsonaro.
“O motivo? O “golpe” que nunca ocorreu e sequer foi tentado, além da tese de planejamento para as execuções de Lula, Alexandre de Moraes e Alckmin, que como bem se sabe não só nunca ocorreram como sequer foram tentados. Neste país, a realidade e o próprio Direito tanto faz, o que importa é a ‘narrativa correta’”, tentou argumentar Medeiros, ignorando as provas apontadas pela Polícia Federal como “fortes e robustas” do envolvimento de Braga Netto e também do que prevê a legislação para casos de tentativa de golpe de Estado.
O parlamentar tenta fazer crer que não houve crime porque o golpe não ocorreu. No entanto, por óbvio, se o golpe tivesse sido efetivado não haveria investigação. Além disso, o artigo 14 do Código Penal descreve serem passíveis de punição crimes não consumados por motivos alheios à vontade dos investigados. Foi o que ocorreu com a tentativa de golpe de Estado, que foi planejado, financiado e orquestrado mas sem sucesso. E a investigação aponta que o golpe efetivamente só não ocorreu por fatores alheios à vontade dos investigados.
Para José Medeiros, a Polícia Federal, que investigou e pediu a prisão de Braga Netto; a Procuradoria-Geral da República, que deu o parecer pela prisão; e o Supremo Tribunal Federal, que acolheu os argumentos e determinou a prisão, estariam agindo em desconformidade com as leis e contra o Direito.





















