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FASCISMO MADE IN AMÉRICA

Trump quer usar a polícia federal contra adversários

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem dois movimentos políticos prioritários. Um é externo, com o tarifaço que começou uma guerra comercial que afetará os mercados globais. O outro movimento é interno, de viés fascista: Trump quer controle total da polícia federal americana. Quer um FBI dele, que sirva aos interesses dele, um instrumento poderoso de perseguição contra os seus adversários.

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(Foto: Creative Commons)

Em óbvio, as medidas adotadas pelo presidente Donald Trump de impacto externo, o tarifaço e a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), chamam mais a atenção do mundo, por conta da apreensão com as consequências gerais e pontuais para cada país. Mas internamente, as medidas domésticas de Trump terão reflexo para além dos Estados Unidos. São ações que pretendem aparelhar a máquina estatal norte-americana ao seu projeto fascista. Com Trump, a tão falada maior democracia do mundo será transformada na maior ditadura da extrema direita do Ocidente, atendendo à nova plutocracia que se organiza ao redor dele, como os magnatas das Big Tech. O aparelhamento começou pela poderosa máquina policial, o FBI.

Imagine a inimaginável cena brasileira: o presidente Lula desmontando a Polícia Federal para aparelhá-la para atender aos seus interesses ideológicos e pessoais? Pois é, a intenção e gesto são impensáveis. O ex-presidente Bolsonaro quis fazer isso, mas não teve força política para tornar realidade o seu projeto fascista. Mas Donald Trump tem força política. É exatamente isso o que Trump está fazendo com a polícia federal americana, o FBI. Esse é exemplo mais grave deste projeto fascista de controle total da máquina estatal daquele país. Dobrar o FBI aos seus caprichos, assim como as demais corporações do governo americano.

Vários funcionários seniores do FBI foram informados que deveriam renunciar em questão de dias ou seriam demitidos, enquanto o governo do presidente Donald Trump tenta reorganizar os altos escalões da agência. Ou seja, vai nomear funcionários que sejam leais a ele, leais à ideologia fascista, do uso da máquina policial como instrumento político contra adversários do seu governo, em especial contra a oposição democrata. A administração do republicano enviou uma série de e-mails nesta semana para funcionários federais, “encorajando-os a buscar um emprego no setor privado assim que desejarem”, reforçando os esforços de Trump de remodelar o quadro das agências do governo a seu favor.

As medidas foram tomadas quando Kash Patel, indicado do presidente para liderar o FBI, tentou assegurar aos parlamentares durante uma contenciosa audiência de confirmação do Senado, que durou horas, que ele não começaria uma campanha de retaliação ou olharia para trás ao perseguir supostos rivais de Trump. No entanto, não está claro se ele foi informado das decisões, que foram divulgadas sob a condição de anonimato para descrever questões de pessoal.

Os funcionários que receberam o aparente ultimato foram promovidos por Christopher Wray, que deixou o cargo de diretor do FBI neste mês. Em um e-mail enviado aos colegas, um dos agentes seniores disse que soube que seria demitido “das listas do FBI” na manhã de segunda-feira. “Não me foi dada nenhuma justificativa para esta decisão, o que, como você pode imaginar, foi um choque”, escreveu.

 

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