
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (03.04) que o Brasil saberá transformar em oportunidade a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% sobre produtos importados do Brasil.
Durante a conferência sobre etanol de milho promovida pela consultoria Datagro e pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) em Cuiabá, Fávaro criticou a medida, que classificou como um “contrassenso”. “Um governo dito liberal nos EUA está adotando medidas proibitivas e protecionistas, enquanto o Brasil, sob um governo progressista, tem buscado ampliar acordos comerciais”, disse.
Ele destacou que o Brasil aposta na diplomacia para reverter a decisão. Segundo o ministro, uma missão liderada pelo Itamaraty e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin já está nos Estados Unidos para tratar do tema.
Fávaro afirmou que o Brasil tem ampliado sua presença no comércio global, com a abertura de novos mercados, e defendido relações comerciais baseadas no livre mercado, como nas negociações entre Mercosul e União Europeia. No entanto, ele alertou que as decisões do governo americano podem prejudicar o fluxo internacional de comércio.
O governo brasileiro divulgou uma nota oficial repudiando a iniciativa americana e destacou que as tarifas podem prejudicar trabalhadores e empresas do país. No comunicado, o governo reafirmou seu compromisso com o sistema multilateral de comércio e informou que buscará, em conjunto com o setor privado, maneiras de defender os interesses dos produtores nacionais diante da decisão dos Estados Unidos.
Trump anunciou as novas tarifas nesta quarta-feira (03.04), justificando que a medida busca estimular a reindustrialização dos EUA. Além do Brasil, China, União Europeia e Japão também foram afetados. O presidente já havia imposto tarifas de 25% sobre aço e alumínio vindos de todos os países. Neste caso, entretanto, a tarifa de 10% para o Brasil não será cumulativa, conforme apurado pelo jornal Folha de S. Paulo.


























