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ARTICULAÇÕES FRUSTRADAS

Mauro tentou tomar o PL de Mato Grosso e comandar os bolsonaristas

A ida do governador ao ato da extrema-direita no Rio de Janeiro não foi só para apoiar a anistia que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lideranças bolsonaristas do estado dizem que Mauro Mendes negociou com Bolsonaro deixar o União Brasil para comandar o PL de Mato Grosso, emplacando também a filiação do vice-governador Otaviano Pivetta, hoje no Republicanos. Sem sucesso. O Capitão disse não.

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Mauro tentou tomar o PL de Mato Grosso e comandar os bolsonaristas (Foto: Governo de Mato Grosso)

Pelo menos duas lideranças do PL de Mato Grosso confirmaram ao PNB Online: o governador Mauro Mendes, do União Brasil, negociou com o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro a tomada do controle do PL no estado. Mendes deixaria o União Brasil para se filiar ao PL e comandar a direção do partido. De quebra, negociou também a filiação ao PL do seu vice-governador, Otaviano Pivetta, hoje do Republicanos. A negociação teria acontecido no Rio de Janeiro, no dia 16 de março, nos bastidores do ato de anistia em Copacabana que beneficia Jair Bolsonaro. O ex-presidente frustrou as pretensões de Mauro Mendes. O governador não será o novo comandante-supremo dos bolsonaristas em Mato Grosso. Pelo menos não agora.

Segundo os relatos, teriam participado desta reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, nos bastidores do ato de Copacabana, o governador Mauro Mendes, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), figura que tem ligações políticas e pessoais diretas em Mato Grosso.

O ponto 1 da negociação frustrada: Mauro não vai tomar o controle do PL de Mato Grosso

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A pretensão de Mauro Mendes de tomar o controle do PL de Mato Grosso morreu na praia de Copacabana. Segundo as lideranças bolsonaristas locais ouvidas pelo PNB Online, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, colocam Mato Grosso como um dos estados “imexíveis”. O partido é presidido atualmente por Ananias Filho e tem como principais lideranças regionais o atual prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini; o deputado federal José Medeiros e o senador Wellington Fagundes, este último enfrenta resistência do bolsonarismo raiz, mas tem excelente trânsito com quem manda: Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto.

Ponto 2 da negociação frustrada: Mauro não conseguiu emplacar a filiação do vice Otaviano no PL.

O veto de Bolsonaro à filiação de Otaviano Pivetta tem um componente pessoal. Bolsonaro e os filhos, Eduardo, Flávio e Carlos, lembram muito bem do áudio gravado em 2018 por Otaviano Pivetta. Neste áudio, Otaviano faz duras críticas a Bolsonaro, definido como um “comediante” sem capacidade intelectual para presidir o Brasil. Ataque dos adversários ou fogo amigo dos adversários dentro do governo Mauro Mendes, coincidentemente este áudio voltou a circular nas redes sociais, colocando Otaviano numa saia justa com os bolsonaristas.

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A conferir se o governador Mauro Mendes vai desistir do projeto de se filiar ao PL, tomando para si o comando do partido do bolsonarismo em Mato Grosso para dar as cartas na extrema-direita na eleição de 2026. Bolsonaro, os filhos dele e Valdemar da Costa Neto disseram não agora, mas nada indica que esse veto seja mantido até 2026.

 

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