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EDUCAÇÃO ESPECIAL

Alan Porto abandona crianças atípicas ao revogar contratos da Seduc, dizem mães

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O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, está sendo acusado de abandonar crianças e mães de crianças atípicas ao revogar contratos com Professores de Apoio Pedagógico Especializado (PAPEs) e com a empresa Campi, que realiza o serviço de atendimento psicológico, neurológico, psiquiátrico e outras especialidades para as crianças da rede pública de educação.

Segundo mães e profissionais ouvidos pela reportagem do PNB Online, Porto vem atacando a educação especial desde o início de sua atuação como secretário, o que culminou com a última decisão de revogação de contratos.

“No início do ano eles fizeram uma devassa, muitas crianças que tinham esse profissional tiveram seu vínculo cortado com essas profissionais. Quem correu atrás, quem fez barraco, foram as mães. Eu mesmo consegui, mas meu filho foi conseguir em maio. Olha o tempo que ele perdeu”, afirmou Vanessa Guedes, mãe de um menino atípico de 16 anos.

Os chamadas PAPEs são professores formados em pedagogia com pós graduação em educação especial. Estes profissionais são considerados essenciais para a aprendizagem de alunos atípicos. Além destes, o Estado também oferecia atendimento via Campi, empresa especializada no serviço.

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“Os pais não tiveram uma prévia, um aviso, nada, é assim que ele está tratando a educação especial”, diz Rosychelli Ferreira, representante dos PAPEs que buscam a prorrogação dos contratos.

Atualmente são cerca de 1000 PAPEs efetivos e 1300 contratados para cerca de 3 mil alunos especiais. A alegação da Seduc, conforme Rosychelli, é de que a Secretaria vai “trazer” efetivos cedidos aos municípios para complementar o quadro. No entanto, para a profissional, isso não será suficiente para atender os alunos da rede pública.

“Eles tomam as decisões e nós temos que ir atrás dos nossos direitos e mesmo assim eles continuam fazendo tudo ao contrário do que nós, mães, falamos para eles”, desabafa Vanessa.

O que diz a Seduc

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Seduc, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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