Políticos com histórico de agressão às mulheres, em óbvio, querem continuar impunes, livres para a agredir e disputar eleições. Um projeto do jornalista e advogado Antero Paes de Barros, pré-candidato a deputado federal, quer banir estes agressores covardes da política.
Segundo Antero, a sua principal prioridade legislativa em Brasília, caso seja eleito, será propor uma medida que torne inelegíveis pessoas que tenham agredido mulheres. De acordo com a proposta apresentada pelo pré-candidato, para que a inelegibilidade seja aplicada, bastará a apresentação do boletim de ocorrência acompanhado do exame de corpo de delito como prova da agressão — inclusive em cenários nos quais o indivíduo venha a ser posteriormente absolvido pela Justiça.
“A política, os partidos e os próprios eleitores não podem aceitar quem bate em mulher”, declarou Antero ao defender o projeto e convocar a população, tanto homens quanto mulheres, a assinarem o abaixo-assinado que lançou em apoio à pauta de defesa dos direitos femininos.
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A VERGONHA DE MATO GROSSO: MATANÇA E VIOLÊNCIA
O cenário dos crimes de feminicídio em Mato Grosso reflete indicadores expressivos no contexto nacional, com acompanhamento sistemático por órgãos estaduais e pelo Poder Judiciário.
A mudança de atitude tem que começar pelo exemplo dos políticos para conter a escalada de matança de mulheres e de casos de violência doméstica. Por anos consecutivos, Mato Grosso tem registrado uma das maiores taxas proporcionais do país em relação à sua população feminina, com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicando taxas na casa de 2,5 mortes a cada 100 mil mulheres.
A expressiva maioria dos casos ocorre no ambiente doméstico e familiar. Municípios do interior com expansão populacional acentuada (como Sinop e Sorriso) figuraram entre os principais focos de ocorrência no estado de Mato Grosso.
Órfãos do Feminicídio: Os relatórios das redes de proteção apontam que dezenas de crianças e adolescentes continuam ficando órfãos anualmente em Mato Grosso em decorrência desses crimes de gênero.
A grande maioria das vítimas de feminicídio no estado não possuía Medida Protetiva de Urgência (MPU) ativa ou formalizada no momento do crime, o que reforça o gargalo entre o início do ciclo de violência e a denúncia formal.





















