O jornalista e ex-senador Antero Paes de Barros questionou a autoridade moral do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ao analisar o que chamou de “proteção a amiguinhos”. O foco da crítica reside na ausência de declarações públicas do prefeito sobre operações policiais e denúncias de assédio que atingem diretamente seu grupo político e administrativo.
Antero destacou que Abilio não se manifestou sobre a situação do deputado estadual Elizeu Nascimento e do irmão dele, o vereador Cezinha Nascimento. Ambos foram alvos de uma operação policial (denominada Operação Gorjeta), na qual teriam sido apreendidos mais de R$ 150 mil em uma residência.
O jornalista também citou o caso envolvendo o marido da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), onde imagens de grandes quantias de dinheiro sobre uma mesa ganharam repercussão. Para Antero, há uma evidente “seletividade” nas reações do prefeito: “Se fosse o Emanuel Pinheiro com aquele dinheiro do paletó, ele estaria fazendo um aranzé. Mas como é do PL, ele está caladinho, caladinho”, disparou o jornalista, no comentário Preto no Branco, referindo-se ao histórico embate entre Abilio e o ex-prefeito da capital.
Além das questões partidárias, o comentário avançou sobre a própria administração de Cuiabá. Paes de Barros cobrou explicações sobre movimentações financeiras suspeitas que envolveriam recursos da Prefeitura destinados a uma empresa, que supostamente teriam retornado a um secretário particular de Abilio — figura que acompanha o prefeito desde sua atuação em Brasília.
A denúncia ganha contornos ainda mais graves ao mencionar casos de assédio sexual dentro da Prefeitura. O jornalista exibiu manchetes sobre o afastamento de um secretário municipal acusado por uma ex-assessora, ligando o fluxo financeiro citado à manutenção dessas práticas no ambiente público.
Confira no vídeo abaixo:





















