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PIB DO AGRO

Blairo diz que agro enfrenta ano de grandes desafios

Alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como a soja e o milho.

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O PIB do agronegócio registrou uma queda de 3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar desta redução do agro, os setores de indústria e serviços registraram crescimento de 2,8% e de 3%, respectivamente, o que permitiu um crescimento da economia brasileira de 2,5% no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (04.06) e, de acordo com o ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, a queda do PIB no setor do agronegócio já era esperada pelos produtores rurais.

“Normal para o ano. Baixa produção, PIB mais baixo”, disse Blairo Maggi, em entrevista ao PNB Online. O ex-ministro ressaltou as dificuldades enfrentadas pelo setor na atual safra, principalmente por conta das diversidades climáticas recentes. “Estamos enfrentando um ano com grandes desafios, preços reduzidos e produtividade afetada pelo clima”, completou Blairo Maggi.

Análise semelhante faz a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela explica que a pecuária está crescendo este ano, mas que o comportamento da agricultura pesa mais no PIB. “Pelas questões climáticas, especialmente o El Niño [aquecimento das águas do oceano Pacífico], já se sabia que não seria um ano bom para a agropecuária”, observou Rebeca Palis.

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A queda do PIB do agronegócio se explica por alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre, mas apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como soja (- 2,4%), milho (- 11,7%), fumo (- 9,6%), e mandioca (- 2,2%).

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em março de 2024, comparado ao mesmo período de 2023, cresceu 2,5%. Nessa comparação, houve altas na agropecuária (6,4%), na indústria (1,9%) e nos serviços (2,3%). No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia do país soma 2,5%. Em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões.

Com informações da Agência Brasil

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