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Bolsonarista apresenta moção contra Fávaro e sofre enxurrada de críticas

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JL SIqueira

Plenário ALMT

 

A apresentação de uma Moção de Desagravo, por parte do deputado Gilberto Cattani (PL), contra uma declaração do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), gerou uma enxurrada críticas de diversos parlamentares ao deputado bolsonarista durante a sessão desta quarta-feira (01.03) na Assembleia Legislativa. Entre a defesa do senador licenciado e pedidos para que o radicalismo seja deixado de lado no Parlamento, os deputados manifestaram seu descontentamento com a postura de Cattani. Ao final, à exceção do autor da moção, todos os presentes rejeitaram a moção.

 

Cattani apresentou a moção de desagravo por conta de uma fala de Fávaro à esposa de um dos mato-grossenses presos em Brasília, por suposta participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro deste ano. Em resposta à interpelação, o ministro perguntou à mulher se o marido dela havia sido preso em uma igreja.

 

O primeiro deputado a sair em defesa de Fávaro foi Nininho (PSD). Apoiador do ex-presidente Bolsonaro, o parlamentar afirmou que não aceitará mais este tipo de provocação e que é necessário que Cattani avalie melhor antes de sair atacando a honra e a imagem das pessoas. Nininho lembrou que Fávaro e o ex-deputado Neri Geller (PP) decidiram apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por questões políticas.

 

Gláucio Nogueira

Nininho e Paulo Araújo

 

“Eu sei o motivo, do que ocorreu, com relação ao processo eleitoral. Com o que ocorreu com o nosso senador e com o ex-deputado federal Neri Geller. Eles tomaram essa posição de apoiar o candidato à oposição porque foi o que sobrou. Vivemos em uma democracia e cada um tem o direito de escolher com quem quer andar”, afirmou o deputado.

 

O pessedista repudiou a postura de Cattani e disse que o momento é de torcer para que o governo vá bem, o país vá bem e, Mato Grosso, por consequência, também. “O ministro, com certeza, vai fazer um grande trabalho, levando junto o ex-deputado Neri, que já fez um grande trabalho. A maioria destes produtores que hoje radicalizam, foram beneficiados por diversas políticas públicas dos governos do PT. Não vou aceitar mais esta provocação”.

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Nininho pontuou que muitos dos apoiadores mais radicais do ex-presidente, a grande maioria oriunda do agronegócio, é formada por pessoas com um histórico duvidoso. “Cansei de falar que no meio dos defensores do Bolsonaro tinha um monte de malandro. Que, se a Polícia Federal baixasse, ia levar muitos. Pessoas que não possuem moral nenhuma para falar em honestidade. Há produtores que compram trator roubado, defensivos roubados. Que moral estas pessoas têm para falar em honestidade?”, questionou.

 

Em seguida, o deputado Paulo Araújo (PP) também defendeu a atuação política de Fávaro. O progressista lembrou que o período eleitoral já acabou e que é de fundamental importância a pacificação do país.

 

História

 

JL Siqueira

Julio Campos e Barranco

 

O deputado Júlio Campos (União), outro parlamentar que apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que Lula, ao nomear Fávaro como ministro, fez um gesto de bondade com Mato Grosso e merece um voto de confiança. Ele lembrou ainda que, em seus 300 anos de história, Mato Grosso não teve mais do que 10 pessoas ocupando cargos de primeiro escalão no governo federal e chegou a pedir que Cattani, em um “gesto de humanidade”, retirasse o pedido.

 

“Neste momento, fazer uma moção de repúdio, não tem sentido. Temos que fazer uma conciliação, que haja uma paz, e o Nininho foi muito feliz em dizer que o ministro foi obrigado a sair do nosso grupo político. Cattani, tenha humanidade, retire este documento”, ressaltou.

 

Valdir Barranco (PT), hoje aliado de Fávaro, lembrou que em 2020, na eleição suplementar ao Senado, disputou a vaga com o senador licenciado. “Ele é muito inteligente, é muito capaz, tem conhecimento da pasta que ocupa. Está, neste momento, em uma luta para apresentar a minuta de uma Medida Provisória que vai resolver a situação dos agricultores do Brasil, além de outros trabalhos. Não é justo que esta casa seja usada para ferir alguém que já prestou relevantes serviços por este estado”.

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Critério

 

Na sequência, foi a vez do deputado Wilson Santos (PSD) criticar o requerimento de Cattani. “Vossa excelência precisa ter mais critério com a sua assessoria, porque sei que muitas destas moções não saem da sua cabeça. O convívio conosco é amistoso, vossa excelência é sempre educado, às vezes divergimos de forma profunda”.

 

Santos lembrou que poderia ter uma votação mais expressiva na última eleição se resolvesse fazer oposição, mas optou pelo caminho da construção. “Fávaro conseguiu articular mais de R$ 2 bilhões para a agricultura de Mato Grosso, está lutando no front nas negociações com a China, está neste momento lutando para salvar a agricultura do Rio Grande do Sul. Então, vamos evitar certas picuinhas, pensar grande e tirar o máximo do Ministério da Agricultura para nosso estado”.

 

Resposta

 

Gláucio Nogueira

Cattani Plenário

 

Logo após as críticas, Cattani voltou à tribuna para manter a moção. Ao responder a Wilson, disse que a autoria do requerimento era dele e que tinha suas razões para isso. Ele explicou o motivo que o levou a apresentar a moção e alegou que os parlamentares não leram o documento. “Essa moção de desgravo não era uma moção de repúdio, pela fala dele quando uma senhora pediu ajuda ao ministro, para saber de notícias do seu marido, que estava preso por dar sua opinião e o ministro, sarcasticamente, perguntou se o marido havia sido preso na igreja. E nossa moção foi simplesmente por esta fala infeliz”.

 

Por fim, o requerimento acabou rejeitado com o voto de todos os parlamentares, exceção feita a Cattani.

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