A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do filho do governador Mauro Mendes (UB), Luis Antônio Taveira Mendes, e manteve o seu passaporte apreendido e o pagamento de fiança em R$ 13,2 mil. As medidas cautelares foram impostas no âmbito da Operação Hermes II, que investiga uma suposta organização criminosa responsável pelo comércio de mercúrio ilegal.
Com mais essa negativa, a teoria de “uma grande armação” afirmada pelo governador ao seu posicionar sobre o caso cai por terra. O pedido de medidas cautelares contra os alvos investigados partiu da Polícia Federal, com decisão da juíza da Primeira Vara Federal de Campinas, Raquel Coelho Dal Rio Silveira.
Essa mesma decisão foi mantida pelo desembargador Federal André Nekataschalow, que considerou a inexistência de quaisquer elementos que poderiam provocar a nulidade. E, nesta quinta-feira (16.11), também foi mantida a decisão pela presidente do STJ. Justificar a “grande armação” seria o mesmo que dizer que a PF, a juíza federal, o desembargador e a presidente do STJ fizessem parte de uma mesma conspiração contra Mendes.
Não bastasse isso, neste mundo que não gira, capota, a presidente do STJ que negou o pedido feito pela defesa do filho do governador é a mesma ministra relatora que votou contra as alegações do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), para suspender a intervenção estadual na Saúde da capital.
A ministra Maria Thereza de Assis Moura também votou para derrubar a decisão que suspendeu o afastamento do prefeito de Cuiabá ao cargo. Neste caso, por 8 votos a 4, o STJ manteve a decisão que garantiu a continuidade de Emanuel no cargo.





















