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IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

Casos de coqueluche voltam a preocupar o país; MT já registrou dois neste ano

Conforme dados do Ministério da Saúde, houve 331 registros da doença em Mato Grosso nos últimos dez anos.

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Casos de coqueluche voltam a preocupar o país; MT já registrou dois neste ano (Foto: Prefeitura de Cuiabá)

A ampliação da vacinação contra a coqueluche foi responsável pela queda drástica do número de casos no Brasil. Nos últimos dez anos, a infecção altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório principalmente de crianças pequenas, registrou queda de 96% no país e quase 99% em Mato Grosso. Apesar disso, a doença voltou a preocupar o país, após a morte de uma criança no Paraná. Em Mato Grosso, dois casos já foram registrados neste ano.

Conforme dados do Ministério da Saúde, houve 331 casos em Mato Grosso nos últimos dez anos. O número está em queda desde 2014, exceto uma pequena oscilação observada em 2018. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), no Brasil e no mundo, a doença costuma ter ondas de picos de prevalência, que acontecem, geralmente, dentro de cinco a sete anos. Essa característica reforça a necessidade de vacinação.

Ele detalha que o surgimento de ondas acontece porque a infecção e a vacinação não causam uma imunidade duradoura, fazendo com que, de tempos em tempos, haja mais pessoas suscetíveis à infecção. O infectologista acrescenta como motivos do aumento recente no número de casos a cobertura vacinal infantil não ideal e mutações na cepa da bactéria Bordetella pertussis, causadora da doença.

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A ministra da saúde, Nísia Trindade, destacou nesta semana a orientação para que grávidas e crianças sejam vacinadas contra a coqueluche, após a confirmação da morte de bebê paranaense de 6 meses de idade. “É uma doença prevenível por vacina, então recomendamos fortemente a vacinação”, orientou. “Estaremos acompanhando e trabalhando para evitar novos casos”, disse à imprensa nacional.

Esquema vacinal

As vacinas contra coqueluche integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Além de bebês, gestantes e puérperas (mulher no período de seis a oito semanas após o parto) podem receber a vacina.

O esquema vacinal primário nos bebês é composto por três doses, aos 2, 4 e 6 meses, com a vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b. As doses de reforço com a vacina DTP (contra difteria, tétano e coqueluche), conhecida como tríplice bacteriana, são aplicadas com 15 meses e 4 anos.

O Ministério da Saúde reforça que é fundamental manter a vacinação em dia e procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico e tratamento adequados, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas.

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