Os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson devem voltar ao exercício do cargo na quinta-feira (04.09), com a homologação de decisões judiciais que permitem o retorno dos dois após quatro meses de afastamento pela Operação Perfídia em abril. Chico também foi alvo da Operação Rescaldo, em junho.
Chico e Joelson são acusados de receber propina para votar projeto de lei que favoreceria uma empresa responsável pelas obras do Contorno Leste na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Informações de bastidores colhidas pela reportagem do PNB Online indicam que Chico e Sargento Joelson devem engrossar as fileiras da oposição ao prefeito, que já conta com Jeferson Siqueira (PSD), Dídimo Vovô (PSB), Marcos Brito Jr (PV) e Adevair Cabral (Solidariedade).
Com a volta de Chico e Joelson, saem da Câmara os suplentes Felipe Corrêa (PL) e Gustavo Padilha (PSB), respectivamente. Padilha também adotava uma postura de adesão à gestão Brunini, sem muitas críticas relevantes.
Internamente, Chico 2000 classifica Abilio alguém como “ingrato”. Ele lembra que Abilio só conseguiu se candidatar a prefeito de Cuiabá porque quando estava na presidência da Câmara desistiu de um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia tornar Brunini inelegível por conta de sua cassação no legislativo por quebra de decoro parlamentar.
Segundo informações da própria Polícia Civil, Abilio teria sido o autor da denúncia que levou à Operação Perfídia, responsável pelo afastamento de dois dos seus principais aliados: Chico e Joelson. Os vereadores negam qualquer participação no suposto esquema criminoso.
Além da oposição “raiz”, Abilio ainda terá de enfrentar vereadores independentes, que não adotam uma postura 100% amigável, como é o caso de Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Maysa Leão (Republicanos), Maria Avalone (PSDB) e Mario Nadaf (PV).
Uma das primeiras ideias do blocão formado por independentes e opositores é apresentar um projeto de lei para dar espaço à oposição no plenário da Câmara. Na avaliação de muitos vereadores, a presidente da casa, Paula Calil (PL), silencia todas as críticas ao prefeito Abilio com intervenções desproporcionais contra os opositores: cortando o microfone, cassando a palavra e, muitas vezes, interrompendo discursos propositalmente.
O líder do executivo, Dilemário Alencar (União), goza de extrema liberdade para pedir questões de ordem e também intervir na fala de colegas. De modo que, segundo esta avaliação, ele quase sempre consegue aval de Calil para poder atravessar discursos desagradáveis ao prefeito. Para muitos vereadores, trata-se de uma estratégia de “censura velada”, que tende a calar quem não segue a cartilha abilista.





















