A cineasta cuiabana, arte-educadora e mestre em Estudos de Cultura Contemporânea Juliana Segovia é a convidada do episódio do podcast de construção científica Arte, Cinema e Luz Natural, apresentado pela iluminadora e pesquisadora Priscila Freitas, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGECCO) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Juliana Segovia fala sobre o cenário do audiovisual em Mato Grosso, abordando aspectos técnicos, criativos e os desafios de ser uma mulher negra no setor. Ela enfatiza ainda que o cinema é uma arte coletiva. “Cada função é uma parte de um todo, uma engrenagem que faz tudo funcionar. Quando você tem essa compreensão, desassocia a ideia de que direção é lugar de glamour, de também se comportar de maneira autoritária. Direção é lugar onde você tem a responsabilidade, como todas as outras funções”, observou Juliana.
A cineasta também aborda na conversa as dificuldades em ser mulher em um ambiente que ainda é dominado por homens, especialmente em áreas técnicas. Ela menciona o sentimento de ser subestimada e a necessidade de um trabalho psicológico constante para lidar com o machismo e o racismo estrutural. “O primeiro desafio é acreditar que temos capacidade de nos encaixar no mercado de trabalho e não só ser encaixada, mas imprimir seu olhar e sua criatividade e também acreditar que pode sobreviver nesse cenário sendo mulher”.
Luz natural em Mato Grosso
Juliana Segovia ressaltou a importância em escolher os horários certos para gravar em Mato Grosso, valorizando a luz natural. Ela destaca que o clima de Mato Grosso produz luzes muito duras e sombras intensas e frisou que é necessário escolher bem os horários certos para gravar, evitando a luz do meio-dia, e o uso de difusores e rebatedores para suavizar a iluminação.
Confira abaixo o episódio de Arte, Cinema e Luz Natural com Juliana Segovia. Todos os demais episódios estão disponíveis no canal do Youtube do PNB Online.























