O comandante-geral da Polícia Militar (PMMT), Claudio Fernando Carneiro Tinoco, decidiu desconversar sobre a prisão de policiais militares investigados por envolvimento no assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Nery. Para ele, as perguntas sobre o caso devem ser direcionadas apenas à Polícia Civil.
“Como foi dito anteriormente, o caso das prisões dos policiais está sendo investigado pela Polícia Judiciária Civil, então eu gostaria que essas perguntas fossem direcionadas aos delegados responsáveis pelo caso”, declarou o comandante-geral ao ser questionado pela imprensa sobre o caso, nesta terça-feira (11.03).
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Apesar da tentativa de se esquivar do assunto, o comandante ainda foi questionado sobre o fato de os policiais presos no âmbito da operação Office Crimes: A Outra Face, referente ao assassinato do advogado, já terem sido denunciados pelo Ministério Público na Operação Simulacrum, por envolvimento com um grupo de extermínio, e ainda estarem integrados à Polícia Militar.
“São ações, são investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Judiciária Civil. Eu gostaria que essas perguntas fossem direcionadas aos delegados responsáveis. Com relação às medidas administrativas que a Polícia Militar deveria tomar, todas elas foram tomadas. Todas as medidas. A Polícia Militar é uma instituição extremamente transparente e está à disposição para que seus profissionais possam estar respondendo, lógico, com a presunção de inocência e respeitando seus direitos de defesa também. Então, eu acredito que essas investigações que estão acontecendo, todos devem procurar as autoridades competentes a respeito dos profissionais, que poderão dar as respostas mais técnicas e profissionais sobre o caso”, reforçou o comandante.
A Operação Office Crime – A Outra Face foi deflagrada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na quinta-feira (06.03). Os PMs da Rotam Leandro Cardoso, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Jorge Rodrigo Martins, e o ex-integrante da Rotam, Heron Teixeira Pena Vieira, foram presos pela Polícia Civil. Eles estão presos temporariamente, sendo que o prazo de 30 dias de detenção pode ser prorrogado por mais 30 dias.
A investigação sobre a morte do advogado Renato Nery, em julho de 2024, concluiu que os quatro policiais militares supostamente envolvidos no assassinato teriam “plantado” a arma do crime na cena de um confronto ocorrido sete dias depois.
A perícia técnica apontou que projéteis retirados do corpo do advogado são oriundos da Polícia Militar de Mato Grosso, em lote destinado ao Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam). A pistola Glock, também das forças de segurança do Estado, usada pelo assassino de Nery, foi entregue por policiais militares da Rotam seis dias depois da execução do advogado, após a ocorrência do suposto confronto policial.























