As contas do ex-prefeito de Diamantino, Manoel Loureiro Neto (MDB), sumiram da Câmara Municipal. O prefeito foi gravado em 2023 contando notas de R$ 100 e R$ 50, dinheiro que seria supostamente propina para liberar o pagamento por serviços prestados de uma construtora.
O vereador Wilson Pentecostes do Santos (PL), conhecido como Ticão, foi quem chamou atenção nesta segunda-feira (16) sobre o sumiço das contas do prefeito.
Pentecostes afirmou que as contas chegaram à Câmara, mas não foram apreciadas. Em 2023, o então prefeito de Diamantino foi foi alvo da Operação Avaritia e foi denunciado pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção.
“Esta conta chegou na Câmara e por um motivo ou outro não foi disponibilizado para nós vereadores. Eu fiquei bastante preocupado. Por que motivo? Qual a razão disso? Onde é que está a responsabilidade disso?”, declarou Wilson. “Isto é uma coisa inédita no país, é uma coisa muito séria, é uma coisa muito importante”, declarou.
O vereador evitou afirmar que a responsabilidade seria da presidência da Câmara e ressaltou que o problema deveria ser investigado. “Eu não vou aceitar isso calado, eu não, eu vivo cobrando nessa tribuna. Cadê as contas?”, declarou. “A notícia que eu recebi foi muito triste e isso desaba esse parlamento, porque é uma coisa muito grande. Eu não concordo. Isso tem que ser punido, eu não quero aqui trabalhar de uma forma duvidosa”, concluiu.
O presidente da Câmara, Ranielli Patrick Arruda Lima (PL), afirmou que a Mesa Diretora também está indignada com a informação de que as contas chegaram, mas sumiram. “Assim que nós oficializamos sabendo, começamos a tomar as devidas providências. Oficializamos desde a chegada, de quem recebeu, e agora que veio a resposta de quem recebeu para quem tinha sido passado nós oficializamos também. Agora nós oficializamos também a secretaria, no prazo de 10 dias, para daí vamos encaminhar ao Controlador Interno para que nos dê, por escrito, quais medidas estão sendo tomadas”, declarou o presidente da Câmara.
Segundo Ranielli, o processo sobre as contas da Prefeitura passa de 11 mil páginas. A reportagem do PNB Online apurou que o processo foi recuperado por conta de uma cópia que havia sido protocolada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).























