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DE VOLTA AO SENADO

CPI no Senado convoca Pedro Taques para falar do escândalo dos consignados

Taques afirma que pretende revelar como funcionavam as operações do Banco Master em Mato Grosso.

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O ex-governador Pedro Taques (PSB) foi convocado pela CPI d0 Crime Organizado para depor no Senado sobre o escândalo dos consignados em Mato Grosso e a atuação do Banco Master no suposto esquema. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), com apoio da senadora Margareth Buzetti (Progressistas), tentou evitar a convocação visitando o relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB).

Taques é advogado de sindicatos e associações representativas dos servidores públicos em processos que envolvem o escândalo dos consignados, denunciado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Área Meio de Mato Grosso (Sinpaig-MT), Antônio Wagner de Oliveira.

O ex-governador também denunciou judicialmente o chamado “Escândalo da Oi”, revelado com exclusividade pelo PNB Online. No caso dos consignados, Taques afirma que pretende revelar como funcionavam as operações do banco em Mato Grosso. O Senado analisou duas convocações e um convite para Taques depor.

O senador Alessandro Vieira ponderou que a convocação de Taques é em um contexto de disputa política com o governador. Ele, que em um primeiro momento aceitou barrar a convocação do ex-governador a pedido de Mauro Mendes, acabou sendo voz vencida por conta de outras convocações, realizadas por outros senadores interessados em ouvir Taques. Quem também requereu a convocação foram os senadores Humberto Costa (PT) e Rogério Carvalho (PT).

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“Estamos trazendo para cá essa situação por conta de documentos e informações que ele traz referentes à atuação do Banco Master em Mato Grosso”, afirmou Alessandro Vieira. “Estaremos importando para esta comissão uma disputa política local. Temos lá uma disputa entre o senador Pedro Taques e o governador Mauro Mendes, os dois procuraram a comissão, os dois apresentaram documentação, documentações absolutamente conflitantes com relação ao objeto, a minha visão é válida a convocação para que seja ouvido, não convidado, convocado como testemunha”, declarou Vieira.

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