O Cuiabá está se mobilizando para acionar a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o objetivo de cobrar uma dívida referente à venda do volante Pepê ao Grêmio, realizada no fim de 2022.

Entenda o caso
Em dezembro de 2022, o Cuiabá negociou 60% dos direitos econômicos de Pepê com o Grêmio por 1,5 milhão de euros (aproximadamente R$ 8 milhões na época), mantendo 40% para uma futura venda.
No entanto, divergências surgiram quanto à divisão dos valores dessa transação. Pepê e seu advogado alegam que dentro dos 80% dos direitos que o Cuiabá detinha, havia um acordo que garantia ao jogador 10% em uma venda futura, o que corresponderia a 4% do valor recebido pelo clube mato-grossense.
O Cuiabá reconhece que Pepê tem direito a receber 150 mil euros, mas afirma que o jogador recusou o pagamento por não concordar com os termos propostos. O clube nega a existência de qualquer exigência para que o atleta abrisse mão de seus direitos econômicos e informa que já protocolou ofício na CNRD para resolver a questão.
Venda ao Vitória e prejuízo ao Grêmio
Em março de 2025, o Grêmio transferiu Pepê ao Esporte Clube Vitória por 300 mil dólares (cerca de R$ 1,7 milhão), valor significativamente inferior ao investido inicialmente. O Tricolor Gaúcho ainda detém 30% dos direitos econômicos do jogador para uma futura negociação.
Críticas à CBF e à CNRD
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, tem criticado a atuação da CBF e da CNRD em relação à inadimplência de clubes brasileiros. Ele alega que o órgão tem favorecido clubes que não cumprem com suas obrigações financeiras, permitindo parcelamentos longos e sem juros, o que, segundo ele, incentiva o “calote” no futebol nacional.
Além do caso com o Grêmio, o Cuiabá também busca receber valores devidos por Corinthians, Santos e Atlético-MG, totalizando aproximadamente R$ 34 milhões em dívidas.
Próximos passos
O Cuiabá aguarda a análise da CNRD sobre o caso envolvendo Pepê e o Grêmio. O clube espera que a entidade tome medidas para garantir o cumprimento dos contratos e a integridade financeira nas negociações entre os clubes brasileiros.
























