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56 EXONERAÇÕES

Demissões no Samu levam servidores à ALMT; secretário é convocado para explicar cortes

Profissionais relatam risco de fechamento de bases e redução no atendimento de urgência em MT

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(Foto: ALMT)

Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25.03) para pedir a intervenção de deputados após o anúncio da exoneração de 56 profissionais contratados.

A mobilização ocorreu durante sessão ordinária e resultou na convocação do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deverá prestar esclarecimentos no próximo dia 31, às 10h, em reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social.

Os trabalhadores, representados pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Carlos Mesquita, afirmam que a medida pode comprometer o funcionamento do serviço. Segundo ele, foram desligados 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem, todos com atuação direta no atendimento.

“Esses profissionais atendem diretamente a população, e isso pode levar ao fechamento de bases e comprometer o atendimento”, disse.

Mesquita também criticou a ausência de convocação de aprovados em concurso público vigente. Para ele, a substituição dos desligados não deve ocorrer de forma imediata, o que pode gerar impacto no serviço. “Hoje isso leva tempo e a população pode ser prejudicada, com risco à vida de quem precisa do atendimento”, afirmou.

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Na Assembleia, deputados cobraram explicações do Executivo e defenderam a manutenção das equipes. O deputado Lúdio Cabral (PT) disse que o Samu tem papel central no atendimento de urgência e criticou a condução da política estadual para o setor. Segundo ele, há tentativas de enfraquecimento do serviço desde 2020.

“O Samu presta atendimento direto à população em situações de urgência e emergência. Não faz sentido transferir suas atribuições ao Corpo de Bombeiros, já que são atuações complementares”, afirmou.

O deputado Paulo Araújo (PP) afirmou que o tema seguirá em discussão na Comissão de Saúde e citou preocupação com possível paralisação de unidades. Já Sebastião Rezende (União) defendeu planejamento por parte da Secretaria de Estado de Saúde e disse que o fechamento de bases não pode ser considerado.

“Não podemos abrir mão dessas estruturas, que são uma conquista da sociedade”, afirmou.

O deputado Dr. João (MDB) classificou a situação como grave e pediu diálogo imediato com o governo. “Fragilizar o Samu pode reduzir a proteção à população”, disse.

Atualmente, o serviço conta com mais de 180 profissionais em Mato Grosso, distribuídos em bases estratégicas. Segundo o sindicato, a redução das equipes pode afetar principalmente Cuiabá e Várzea Grande, que concentram maior volume de atendimentos, sobretudo em fins de semana e feriados.

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O governo de Mato Grosso não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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