O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) deu uma demonstração pública de que a devoção ao eleitorado da extrema direita bolsonarista tem um apelo maior do que o restante da população paulista. Enfiado dentro de um tanque, um governador eleito pelo voto popular numa democracia civil, Tarcísio participou do desfile de 7 de setembro celebrando o poder dos militares. Uma imagem ridícula, mas que funciona para o eleitorado que Bolsonaro cultivou com o mito da superioridade moral dos militares e a crença do líder escolhido por Deus para guiar o povo brasileiro.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União) foi mais discreto, mas nem por isso menos devotado ao militarismo. Na foto das suas redes sociais, o governador registra o 7 de setembro passando em revista às suas tropas da Polícia Militar. E, o mais importante, assinou o decreto de criação de novas escolas cívico-militares em Mato Grosso. A Educação em Mato Grosso assim se transforma em modelo de militarismo para o Brasil. Com apelo popular, o militarismo escolar aparece como alternativa de uma escola segura, com disciplina e hierarquia, como se fosse um quartel. Com a presença de militares, a política pública da Secretaria de Educação é formulada pela Secretaria de Segurança.

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