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OPERAÇÃO ESPELHO

Deputado alerta que adjunta não agiu sozinha na SES

Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, Wilson Santos que recebeu vários documentos que apontavam corrupção na Secretaria de Saúde, que foram investigadas no âmbito da Operação Espelho.

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (29.01), acreditar que a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da Secretaria de Estado de Saúde, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, denunciada pelo Ministério Público, não agiu sozinha no esquema investigado que teria desviado mais de R$ 43,3 milhões da saúde de Mato Grosso.

Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, Wilson Santos disse que recebeu vários documentos que apontavam corrupção na Secretaria de Saúde, que foram investigadas no âmbito da Operação Espelho. “Essa mulher não fez isso sozinha. Essa mulher não tinha autonomia para fazer isso sozinha. Ela vai ter que fazer delação. Ela vai ter que entregar e é isso que a gente espera”.

Wilson disse que encaminhou todas as denúncias ao governador Mauro Mendes (União) e que no próximo dia 5 de fevereiro, com a retomada dos trabalhos legislativos, irá apresentar requerimento pedindo respostas sobre o caso. “Na volta dos trabalhos legislativos dia 5 vai ser um outro requerimento que vou fazer sabendo das respostas do governador em relação a isso”.

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Na semana passada, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 24ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Cuiabá, decidiu aditar a denúncia da 1ª fase da Operação Espelho, imputando à secretária adjunta de Gestão Hospitalar da Secretaria de Estado de Saúde, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, a prática do crime de organização criminosa.

O MPMT pediu ainda a suspensão do exercício da função pública pela servidora, a proibição de novas nomeações na Administração Pública Estadual e também de seu acesso às dependências da Secretaria de Estado de Saúde.

Segundo o MPMT, durante as investigações foi constatado que a secretária adjunta agiu no interesse da organização em pelo menos sete processos licitatórios, com valor global de R$ 43.455.495,96, contrariando, inclusive, pareceres jurídicos da Procuradoria Geral do Estado.

Confira a entrevista na íntegra:

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