O pecuarista José Carlos Corrêa Ramos quer que o Estado devolva o terreno que ele doou em Várzea Grande para a construção do Centro Oficial de Treinamento Barra do Pari (COT Parí) porque a estrutura não ficou pronta para os jogos da Copa do Mundo em 2014 e está abandonada pelo Governo.
O secretário estadual das Cidades (Secid), Wilson Santos, falou em entrevista nesta segunda-feira (25) no Jornal da Capital, da Rádio Capital FM 101,9, que o atual governo planeja retomar as obras do COT Parí em 2018, porque para este ano já não tem mais dinheiro no orçamento.
Segundo Wilson, ao todo o Governo do Estado ainda tem 16 obras da Copa inacabadas e que deu prioridade para terminar o Centro Oficial de Treinamento da Universidade Federal de Mato Grosso (COT UFMT) que vem comprometendo as atividades que já eram realizadas no local.
O COT Parí está 70% concluído e, de acordo com o secretário, a responsabilidade por não ter executado o restante não é do Estado, mas do Consórcio Barra do Pari, liderado pela empresa Engeglobal, que alega ter recebido pouco mais de R$ 21 milhões dos R$ 31,7 milhões do contrato.
O doador usa uma cláusula de devolução no documento na tentativa de reaver o terreno, mas o governo alega que o pedido para ele fazer tal requerimento tinha prazo de um ano e isso ocorreu somente um ano e meio depois.
Mas o pecuarista fala que a maior intenção é buscar uma solução para a obra abandonada e que ainda está disposto a negociar a doação pelo “progresso da região” e o secretário garantiu que há chances de conversarem sobre o assunto ainda neste ano.
Escola da PM
O COT Parí deve ser utilizado como uma escola para a Polícia Militar, a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap) da Polícia Militar (PMMT), a proposta está na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).





















