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Edna nega ilegalidade na cessão de marido à Câmara

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Câmara de Cuiabá

Montagem Dilemário Edna

 

A vereadora Edna Sampaio (PT) reafirmou a legalidade e a moralidade no pedido formulado pela parlamentar para a cessão do servidor da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), William Sampaio, para a Câmara Municipal de Cuiabá. Gestor governamental há mais de 22 anos, ele é marido da parlamentar e recebe, por mês, cerca de R$ 32 mil. A cessão não foi concretizada e não ocorrerá no futuro.

 

O caso marcou mais um embate entre Edna e o vereador Dilemário Alencar (Podemos) que, nesta quinta-feira (16.03), na tribuna, criticou o pedido e classificou a ação como imoral. Ele ainda solicitou ao presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), que encaminhe um ofício desistindo da transferência, uma vez que os salários de William seriam pagos pelo Legislativo.

 

Antes mesmo do pedido de Dilemário, o próprio William se manifestou. Por meio de nota, ele explicou que a cessão não ocorrerá, uma vez que ele foi indicado pelo partido e irá assumir um cargo no Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos. Sampaio ainda destacou que o pedido da parlamentar nada tem a ver com a necessidade de emprego ou de acréscimo nos salários, uma vez que ele é servidor público concursado e, mesmo com a mudança, receberia os mesmos vencimentos.

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Mesmo com o posicionamento de William tornado público, Edna fez questão de rebater a fala de Dilemário. “Não há nenhuma ilegalidade, nenhuma imoralidade, nenhum problema com isso. Eu convido o vereador para conhecer a carreira de gestor governamental. Você vai se surpreender com a qualidade da carreira e com a quantidade de pessoas qualificadas para fazer um trabalho, inclusive nos parlamentos desse estado, como já teve vários casos assim”.

 

Edna salientou que também é gestora governamental concursada e negou que esteja na política por uma necessidade financeira. “Eu sempre falei para aqueles que trabalham comigo, não façam política por dinheiro. Quem faz política dependendo do salário da política, não faz política para o povo, mas para sobreviver. Tenho muito orgulho de não precisar fazer política para sobreviver, nem eu nem meu marido”.

 

Este é o segundo embate entre os vereadores verificado nas últimas semanas. Na primeira discussão, Edna foi criticada por ter pedido à Mesa Diretora a exoneração da chefe de gabinete dela, que está grávida. Cumprindo a legislação trabalhista, a Câmara efetuou o pagamento das verbas indenizatórias, aproximadamente R$ 70 mil.

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