Eleitores democratas de Nova York deram o recado que pode ser útil a muitos políticos em diferentes contextos. Os eleitores querem líderes com coragem para fazer o enfrentamento, no caso americano, contra a extrema-direita de Donald Trump, e com propostas reais de mudanças que atendam à população e não apenas aos bilionários.
O Partido Democrata já tem seu candidato às eleições que vão escolher o novo prefeito de Nova York, nos Estados Unidos: numa reviravolta impressionante, o deputado estadual Zohran Mamdani foi escolhido, após derrotar nas primárias o peso-pesado do partido Andrew Cuomo. O socialista democrata vai disputar as eleições para prefeito de Nova York como um candidato forte, com amplas chances de vitória na cidade mais democrata do país, tornando-se a maior liderança política de oposição a Trump, como informa a BBC Brasil.
Cuomo, ex-governador do Estado de Nova York, tentava uma recuperação política após renunciar ao cargo em 2021, em meio a um escândalo de assédio sexual. Se eleito, Mamdani seria o primeiro muçulmano e o primeiro indiano-americano a liderar a maior cidade dos EUA.
As primárias do Partido Democrata da cidade de Nova York, em um Estado fortemente liberal, possivelmente determinarão quem se tornará prefeito após as eleições marcadas para novembro, destaca a BBC Brasil. A disputa era vista como um teste decisivo para o partido, que busca ajustar a mensagem após as derrotas eleitorais em novembro de 2024, quando os republicanos do presidente Donald Trump reconquistaram a Casa Branca e a liderança em ambas as casas do Congresso.

O recado dado pelos eleitores democratas serve como um exemplo para outras eleições pelo mundo. Diante de governantes autoritários, que se acham donos da verdade única, a oposição precisa ter coragem para fazer o devido enfrentamento. Oposição meia-boca, oposição complacente e oposição “acoelhada” são desprezadas pelos eleitores.
Em Mato Grosso, na eleição de 2022, a oposição foi dizimada pelo governador Mauro Mendes (União), que sapateou em cima dos adversários. Em 2026, a oposição terá a chance de mudar essa imagem de covardia, oferecendo ao eleitor um verdadeiro projeto de políticas públicas que favoreçam o crescimento econômico, a justiça ambiental e atendam a todos, e não apenas governar para uma minoria privilegiada.
A população de Mato Grosso quer alternativas sérias, quer um novo projeto que vá para além de uma gestão focada nos negócios da política e no favorecimento de um pequeno grupo de endinheirados. Oposição de verdade precisa ser democrática, corajosa, e com projeto de mudança. Sem isso, a extrema-direita avançará ainda mais em Mato Grosso, tornando-se definitivamente o estado símbolo da vanguarda do atraso no país.






















