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PARALELO CINCO

Empresário preso pela PF recebeu R$ 480 mil do governo de MT e ganharia mais R$ 13 milhões

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O empresário Humberto Silva, preso pela Polícia Federal, recebeu do Governo do Estado de Mato Grosso R$ 481 mil e receberia mais R$ 12 milhões em um novo contrato, se não fosse a deflagração da Operação Paralelo Cinco, na última terça-feira (25.11), que obrigou a Secretaria de Estado de Saúde a anular a dispensa de licitação que resultaria no contrato milionário. Humberto foi preso no Hotel D’Luca, em Cuiabá, onde estaria escondido dos investigadores da PF.

Humberto é sócio de Diógenes Abreu Fagundes, filho do senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL). Diógenes é marido da deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado. Humberto Silva foi alvo da Operação Paralelo Cinco, que busca desarticular uma organização criminosa responsável por desvio de R$ 22 milhões da área da saúde em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

A empresa de Humberto também possui um contrato com o Instituto Mato Grosso Saúde (MT Saúde) para prestar serviços de atendimento aos servidores públicos. O contrato de credenciamento foi assinado por Humberto e por Diógenes Abreu Fagundes em julho de 2024. Humberto é dono do Centro de Reabilitação Psicossocial de Cuiabá (Creap), criado em 2023. Um ano antes da empresa conseguir o contrato com o governo do estado.

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Desde junho de 2024, quando o contrato foi assinado, a empresa de Diógenes e Humberto recebeu R$ 481 mil do governo estadual, de acordo com levantamento feito pelo PNB Online.

Além do Creap, Humberto também é proprietário do Centro de Reabilitação e Assistência Psicossocial (Campi), criado em 2021. Esta última empresa possui no quadro societário o Grupo Agora Comunicação e Investimentos, que pertence a Diógenes Fagundes.

Em outubro deste ano, a Creap foi contratada por dispensa de licitação pelo valor de R$ 12.369.120,00 pela Secretaria de Estado de Saúde. O serviço a ser realizado seria “disponibilização de leitos para tratamento de saúde mental (internação e estabilização) para o público infantojuvenil com gerenciamento técnico, administrativo, fornecimento de recursos humanos, materiais, medicamentos insumos hospitalares, insumos para terapias e demais materiais necessários com equipe multiprofissional para a operacionalização dos leitos 24 horas por dia”.

Após a Operação Paralelo Cinco, a SES publicou a anulação da contratação da empresa em edição extra do Diário Oficial.

Operação Paralelo Cinco 

O inquérito policial, iniciado em janeiro de 2024, apurou que um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos Hospitais Municipais de Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP). Verificou-se que, somente entre 2022 e agosto de 2025, essas instituições receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos, valores provenientes de repasses municipais, estaduais e federais destinados ao custeio dos serviços de saúde.

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As investigações apontam para um sistema de desvio de recursos públicos, baseado na utilização de empresas de fachada e entidades interpostas, sem capacidade operacional mínima, empregadas para emissão de notas fiscais inidôneas e ocultação da real destinação dos recursos.

Os valores repassados eram rapidamente pulverizados para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo com os serviços contratados, beneficiando os gestores da organização social e alimentando um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação financeira.

Além disso, foram detectados desvios operacionalizados diretamente das contas-convênios, especialmente para o pagamento de despesas estritamente pessoais, como remunerações elevadas a funcionários sem prestação de serviços, contratos fictícios de trabalho, aluguéis de imóveis de alto padrão, viagens de luxo, aquisição de bens particulares e manutenção de vantagens pessoais, tudo financiado com recursos originalmente destinados aos hospitais de Jaguari e Embu das Artes.

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