Foto: Meneguini/Gcom-MT

Há mais de dois anos parada, a obra da Trincheira Santa Rosa, localizada na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, deverá ser retomada e concluída em até um ano. A empresa Concremax Concreto Engenharia e Saneamento, de Cuiabá, foi escolhida para concluir toda a construção.
Nesta fase serão realizados somente serviços complementares do projeto, incluindo sinalização e intervenções para garantir a acessibilidade da trincheira e entorno. O prazo de execução fixado para os trabalhos é de 270 dias e 450 dias para vigência do contrato. O custo estimado ficou em R$ 4,9 milhões.
A Trincheira Santa Rosa está com 89,9% da obra executada. Os trabalhos no local foram paralisados em junho de 2016, após a empresa Camargo Campos ter decretado falência. A Trincheira do Santa Rosa foi orçada em R$ 27,8 milhões, sendo que R$ 24,6 já foram pagos. A obra iniciou em março de 2012 e deveria ter sido entregue em março de 2014, dois meses antes do início da Copa do Mundo.
A decisão para que a empresa Concremax conclua as obras foi referendada pela Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT) e ocorreu após a realização de três processos licitatórios fracassados. A homologação consta do Diário Oficial de 6 de setembro.
A trincheira tem 520 metros de extensão, entre a rotatória do Centro de Eventos Pantanal até a proximidade da Procuradoria Fiscal do Município. Pelo local trafegam entre 13 e 15 mil veículos em horário de pico.
Desvio
A verba para a construção da Trincheira do Santa Rosa, também foi alvo de desvio de dinheiro desde 2012, quando suas obras foram iniciadas. Silval Barbosa contou em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ex-deputado estadual José Geraldo Riva teria recebido R$ 1,5 milhão em propina das obras da trincheira na avenida, para que a empresa Camargo Campos retornasse a assumir as obras.






















