O ex-prefeito de Matupá e suplente de deputado estadual Valter Miotto, o Valtinho Miotto (MDB), que está impedido por decisão judicial de se aproximar da ex-esposa Edilene Claro, após ela denunciá-lo por violência doméstica, também foi alvo de denúncia por importunação sexual em 2020, enquanto prefeito municipal. Desde então a investigação nunca foi finalizada por falta de efetivo.
Na época da denúncia, o caso teve grande repercussão. Segundo a Polícia Civil, uma servidora de 20 anos, da Prefeitura de Matupá, denunciou o então prefeito Valter Miotto pelo crime de importunação sexual.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, a servidora afirmou que foi até o gabinete do prefeito para lhe entregar uma chave. Ao pegar a chave, o prefeito teria tentado agarrar a jovem à força. Além disso, ele teria passado a mão nas nádegas dela. A servidora contou então que se sentiu tão constrangida que pediu demissão do emprego.
Logo que foi registrado o boletim de ocorrência, no dia 18 de novembro de 2020, foi instaurado um inquérito policial pelo delegado Waner dos Santos Neves. A vítima chegou a ser ouvida. No entanto o inquérito nunca foi finalizado.
Conforme andamento processual, em 9 de novembro de 2021 os autos do inquérito foram conclusos ao delegado. Desde então, no dia 2 de janeiro do ano passado a Polícia Civil pediu mais prazo para a investigação.
“Informo ainda, que não foi possível realizar as diligências necessárias constante no despacho da autoridade policial para apuração do delito em tela, devido o reduzido efetivo, por contar com apenas uma escrivã de carreira. Relato que esta Delegacia tem realizado seu trabalho com afinco, porém não possui efetivo suficiente para dar vazão à demanda de serviço e diante do exposto, necessita de nova dilação de prazo para poder concluir os trabalhos investigativos do presente Inquérito Policial, faço estes autos conclusos à autoridade Policial para conhecimento e providências pertinentes”, informou a escrivão da Delegacia de Matupá.
Além da Polícia Civil, a ex-servidora também procurou o Ministério Público. Como somente em janeiro de 2023 o delegado solicitou prorrogação do prazo para concluir as investigações, o MP concordou e devolveu o inquérito para conclusão em 120 dias, no entanto, os autos continuam na delegacia.
Outro lado
O PNB Online entrou em contato com a assessoria do suplente de deputado estadual, bem como a assessoria da Polícia Civil. Até a publicação da matéria a assessoria de Miotto não havia se manifestado. O espaço segue aberto.
Já a Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado na Delegacia de Matupá segue em andamento, sendo realizadas diligências com vistas à conclusão do procedimento investigativo. Ressaltou ainda que mais detalhes não podem ser passados em razão do sigilo das investigações.























