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ATENDIMENTO RÁPIDO

Familiares de pacientes na fila se revoltam após mãe de Abilio conseguir UTI em 1h: “Indignadíssimos”

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A disparidade no acesso a leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá tem gerado profunda indignação em familiares de pacientes que aguardam por transferência em estado grave. Enquanto cidadãos comuns enfrentam dias de espera em leitos de enfermaria de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a notícia de que Silvana Jacques Brunini, mãe do prefeito Abilio, conseguiu uma vaga de UTI em apenas uma hora no Hospital Metropolitano de Várzea Grande expôs o que acompanhantes e parentes apontam como um cenário de privilégios e desigualdade no sistema de saúde.

Uma familiar de uma paciente internada na UPA Morada do Ouro, em Cuiabá, expressou a revolta e o desespero de quem vê a vida de um ente querido em risco diante da falta de vagas. Sob a condição de anonimato, ela relatou a batalha diária para tentar transferir sua familiar, cuja amizade de 50 anos já a tornou parte da família.

“Para uns tem vaga, para os outros não”, desabafou a familiar, demonstrando indignação ao comparar a agilidade no atendimento da mãe do prefeito com a situação de sua parente. “Indignadíssima, porque o caso dela é severo, é grave”.

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Diagnóstico grave e espera na UPA Morada do Ouro

A paciente em questão deu entrada na UPA Morada do Ouro no dia 4 deste mês, apresentando um quadro de dores abdominais, pressão baixa e infecção urinária. Após a realização de exames, o diagnóstico apontou diverticulite aguda severa e infecção urinária.

A solicitação de remoção de urgência para um centro médico mais avançado foi emitida no dia 5, com o objetivo de realizar exames mais específicos e submetê-la a um tratamento ou cirurgia especializada. No entanto, a transferência não acontece devido às constantes negativas dos hospitais, que alegam ausência de leitos disponíveis.

“Tem três dias que nós estamos atrás de uma UTI e não conseguimos”, relatou a familiar. “Os médicos falam que não tem leito, que não tem para onde transferir, que tem que esperar vagar, porque não tem condição de transferir se não tiver leito para recebê-la”.

Risco de infecção generalizada

A situação da paciente é considerada crítica. Segundo os boletins médicos e laudos descritos pela familiar, exames de tomografia apontaram a presença de líquido decorrente da diverticulite na cavidade abdominal, indicando que o intestino está prestes a romper.

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“Se romper, misturar fezes dentro da barriga dela, vai entrar em infecção generalizada. E ela está desesperada e não consegue [a vaga]”, alertou a familiar, lembrando a gravidade da doença. “Diverticulite mata, todo mundo sabe que não é de brincar. Na mesma hora que o intestino está bem, pode dar uma complicação e entrar em septicemia”.

Enquanto a paciente permanece em um leito de enfermaria na UPA Morada do Ouro aguardando uma resposta do sistema de regulação, a família segue buscando apoio interno com assistentes sociais e funcionários da unidade, sem obter uma previsão de transferência.

Outro lado

Por meio de comentários nas redes sociais, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, questionou a divulgação da internação da sua mãe e afirmou que não sabia que ela havia sido internada na UPA Leblon. O prefeito afirmou, além disso, não ter qualquer participação no rápido atendimento da mãe dele.

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