Uma força-tarefa formada por indígenas e pecuaristas da região do município de Alto Boa Vista (1.109 km distante de Cuiabá) tem atuado, desde o domingo (11.09), para conter os focos de queimadas na Terra Indígena de Maraiwatsédé, às margens da BR-158. Nesta terça-feira (13.09), um dos locais em que eles tentam controlar o fogo é a divisa entre a TI e a Fazenda Jamaica, da JBJ Agropecuária.
O cacique Xavante José Arimatéia reclamou que a fumaça tem prejudicado, principalmente, crianças e idosos. Ele ainda afirma que as queimadas seriam criminosas. “As crianças sofrem muito, até anciões. O fogo é causado pelos não indígenas”.
Os focos de queimadas às margens da BR-158 são no trecho que corta a área de Maraiwatsédé, local que já foi alvo de decisão judicial para que seja feita a alteração do traçado para que passe por fora da terra indígena.
Queimadas em Mato Grosso
Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nenhum estado brasileiro sofreu tanto com focos de queimada quanto Mato Grosso nos oito primeiros meses deste ano. Até o dia 31 de agosto, o estado registrou 16.458 focos, o que representa 19,5% de todo o quantitativo do país. Parte do fogo tem ocorrido em parques e terras indígenas.
De acordo com os satélites do Inpe, entre janeiro e agosto de 2022, Mato Grosso já registrou 18% a mais de focos que no mesmo período de 2021.

























