O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra recebeu a denúncia do Ministério Público contra 14 pessoas investigadas na Operação Ragnatela e manteve a prisão de cinco. Foi apontado na denúncia que os alvos atuavam junto com o Comando Vermelho na realização de shows em casas noturnas de Cuiabá. O objetivo do grupo era a lavagem de dinheiro em benefício da facção criminosa.
Conforme a decisão do magistrado, se tornam réus os denunciados Ana Cristina Brauna Freitas, Agner Luiz Pereira de Oliveira Soares, Clawilson Almeida Lacava, os promotores de eventos Elzyo Jardel Xavier Pires e Rodrigo de Souza Leal, Joanilson de Lima Oliveira, Joadir Alves Gonçalves, o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael, Willian Aparecido da Costa Pereira e Wilson Carlos da Costa.
Na decisão, o juiz ainda solicitou que o Ministério Público explique por que deixou de apresentar denúncia contra outros seis investigados na operação que seriam supostos integrantes do “Grupo G12”, “que se encontram em situação fática, aparentemente, similar à dos denunciados Ana Cristina Brauna, Matheus Araujo Barbosa e Rafael Piaia Pael”.
O juiz ainda determinou que o Ministério Público se manifeste sobre o vereador Paulo Henrique Figueiredo, alvo da operação. O magistrado quer saber se houve eventual arquivamento ou instauração de inquérito complementar, no caso do parlamentar.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo realizava os shows nas casas noturnas que teriam sido adquiridas com dinheiro do tráfico de drogas, sendo elas: Dallas Bar Eireli, Strick Pub Bistro e Restaurante Ltda, Restaurante e Peixaria Mangueira Ltda e Espaço de Eventos Complexo Beira Rio.
O Ministério Público denunciou os 14 envolvidos pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo que cinco também foram denunciados pelo crime de corrupção ativa.
Operação Ragnatela
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) cumpriu oito ordens de prisões preventivas, 36 de buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos; e ainda duas ordens de afastamento de cargos públicos (policial penal e fiscal da prefeitura), quatro suspensões de atividades (casa de shows) e bloqueios de contas bancárias.
A investigação da Ficco-MT identificou que criminosos teriam adquirido uma casa noturna em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em dinheiro, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.
























