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SUCESSÃO DE EMANUEL

Lições de habilidade e “companheirismo”

Jayme Campos cobra habilidade e companheirismo defendendo o nome de Botelho como o candidato do União Brasil a prefeito de Cuiabá. Mauro Mendes exibe exatamente isso, mas ao contrário: sua habilidade e companheirismo para escolher Fabinho.

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O senador Jayme Campos, uma das principais lideranças do União Brasil de Mato Grosso, defende a permanência do deputado estadual Eduardo Botelho no partido e a escolha do nome do presidente da Assembleia Legislativa para ser o candidato da sigla na sucessão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Para Jayme Campos, a escolha do deputado federal Fábio Garcia seria um gesto de falta de habilidade, competência, e falta de companheirismo, um recado direto a Mauro Mendes. O governador e a primeira-dama, Virgínia Mendes, já declararam publicamente sua preferência por Fabinho como o candidato a prefeito do União Brasil.

A escolha de Fabinho é uma prova de companheirismo de Mauro Mendes com seu aliado e amigo desde o início da sua trajetória política. A costura de Mauro Mendes mostra a habilidade de conduzir até a última hora a escolha a favor do nome de Fabinho. Ele aposta no peso da sua liderança como governador e ex-prefeito de Cuiabá para ajudar a eleger o deputado federal. Ou seja, a habilidade e companheirismo que Jayme Campos cobra estar faltando em relação a Botelho é exatamente o que sobra em relação a Fabinho.

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Botelho e Fabio Garcia

Ficar no União Brasil e esperar uma decisão favorável de Mauro Mendes pelo seu nome é uma aposta de risco de Botelho, um candidato forte dentro ou fora do partido. As especulações dos últimos dias sobre a desistência de Fabinho em favor de Botelho, para evitar o racha que Jayme teme, podem ser interpretadas de duas maneiras: a) um sinal positivo de que Fabinho vai recuar e que o governador vai ficar com Botelho ou b) faz parte do plano de emparedar Botelho e descartá-lo, mesmo modus operandi utilizado pelo governador usado contra o ex-deputado federal Neri Geller na eleição ao Senado em 2022.

Para Fábio Garcia, a crise dentro do União Brasil tem um desdobramento e um questionamento: a) desistir só agora, e apenas em nome da unidade do partido, seria uma derrota pessoal, cavada, uma ironia da política, pelo amigo governador e b) se seu nome não serve agora para um projeto majoritário, então quando servirá?

O senador Jayme Campos, segundo o site Midianews, defendeu a permanência do deputado Eduardo Botelho no União Brasil. Ele afirmou que uma divisão do partido pode colocar em risco a vitória da sigla na eleição em Cuiabá. O site destacou a via crucis de Botelho na disputa interna contra Fabinho, o candidato do coração do casal Mendes.

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Botelho tem pressionado o governador Mauro Mendes para que decida entre ele e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, para a disputa a prefeito da Capital. O parlamentar deu um prazo para a decisão até final de janeiro e que vai deixar o União Brasil caso não seja o escolhido.

Para Jayme, uma divisão pode prejudicar o partido na eleição.

“Espero que tenhamos bom senso e que o partido possa estar unido. Caso contrário, se houver a divisão, corremos risco, por falta de habilidade e espírito de companheirismo, de não chegarmos ao denominador comum, com todos vitoriosos”, afirmou ele em conversa com a imprensa, nesta quarta-feira (10).

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