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COLUNA DA MALU GASPAR

Depois da festança eleitoral, a ressaca judicial: Mauro Mendes é investigado pelo STJ

Mauro Mendes reclama de “leis frouxas”, ataca o Poder Judiciário e quer fazer da segurança pública o seu mote eleitoral, mas não explica o que deve. Sonega explicações à população sobre a série de denúncias de corrupção que envolvem o seu governo. A investigação aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é só uma entre tantas denúncias de malfeitos na gestão de Mendes.

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Depois da festa eleitoreira, a ressaca da realidade. No dia seguinte ao lançamento da sua candidatura ao Senado, em festança com churrasco à vontade e música ao vivo, o ex-governador Mauro Mendes acordou hoje dominando as manchetes nacionais como personagem principal de um escândalo. A jornalista de O Globo, Malu Gaspar, destacou em matéria publicada nesta quarta-feira (24) que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) está investigando o “ex-governador bolsonarista de Mato Grosso por consignado do Master”, banco de Daniel Vorcaro, o maior fraudador do sistema bancário do país.

A notícia que a população de Mato Grosso quer saber. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. O inquérito é um desdobramento das apurações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e as operações financeiras do Banco Master e do Credcesta. O caso corre no STJ devido ao foro por prerrogativa de função (foro privilegiado) que Mauro Mendes possui como ex-governador do estado.

O Foco da Investigação no STJ

Favorecimento e Credenciamento Suspeito: Os investigadores apuram indícios de irregularidades no processo de credenciamento do Credcesta (cartão de benefício e crédito consignado do grupo do Banco Master) junto ao Governo do Estado de Mato Grosso, ocorrido em 2023.

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A Dinâmica do Suposto Esquema: A suspeita segue o mesmo padrão sob investigação em outros estados (como Bahia e Minas Gerais). A PF e o Ministério Público tentam rastrear se houve favorecimento político ou facilitação regulatória na máquina estadual para garantir ao Credcesta o acesso exclusivo — ou amplamente privilegiado — à folha de pagamento dos servidores públicos de Mato Grosso.

Contrapartida Ilícita: A investigação busca mapear se o credenciamento do ativo financeiro envolveu repasses de vantagens indevidas, doações de campanha camufladas ou movimentações financeiras cruzadas que pudessem configurar corrupção e tráfico de influência.

Outros Flancos de Desgaste

Essa investigação no STJ soma-se a um cenário político e jurídico complexo enfrentado pelo ex-governador Mauro Mendes, que também tem sido alvo de questionamentos públicos sobre o acordo fechado por sua gestão envolvendo uma multa milionária do chamado Escândalo da Oi (objeto de ações populares movidas por opositores como o ex-governador Pedro Taques, pré-candidato ao Senado), além de desdobramentos na Justiça Federal que miram empresas ligadas a familiares, como seu filho, Luís Antônio Mendes.

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Como o inquérito envolve o Banco Master e está atrelado às apurações da Operação Compliance Zero, os atos correm sob forte sigilo de Justiça no STJ para não comprometer a coleta de provas e o cruzamento de dados bancários e fiscais. A defesa de Mendes sustenta que os atos administrativos do estado seguiram estritamente a legalidade e os trâmites regulamentares de credenciamento.

Depois da festança eleitoral, a ressaca legal. O ex-governador Mauro Mendes no lançamento da sua pré-candidatura ao Senado Federal defendeu, como eixo central de sua campanha, o endurecimento da legislação brasileira. A pergunta que não quer calar: o endurecimento da lei brasileira é também para crimes do colarinho branco?

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