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ALERTA NO PANTANAL

Mais de 17 milhões de animais morreram queimados no Pantanal

O alerta é para o risco de que situações como a registrada em 2020 se repitam. Como alternativa de prevenção o pesquisador defende o manejo integrado do fogo no Pantanal.

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Um levantamento realizado por especialistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) revela que mais de 17 milhões de animais morreram queimados em 2020, quando cerca de 30% (44.998 quilômetros quadrados) do Pantanal pegou fogo. O alerta é para que a situação não se repita neste ano diante das previsões de um período de seca ainda pior que o enfrentando há quatro anos.

O estudo foi apresentado pelo doutor em Ecologia Christian Berlinck, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do ICMBio. “Esse número é subestimado. Porque a gente sabe que morreram bichos e espécies que não encontramos na metodologia que utilizamos. Então não poderiam ser contabilizados. Então esse número é maior”, alertou o especialista.

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Os dados foram apresentados durante o evento “Diálogo sobre Manejo Integrado do Fogo e Incêndios no Pantanal”, promovido pelo ICMBio, nesta terça-feira (23.04), em Cuiabá. “Esse trabalho veio na sequência da tentativa de controle daqueles grandes incêndios”.

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O levantamento identificou que dentre a diversidade de animais que morreram queimados, alguns foram vitimados porque subiam nas copas das árvores e também eram atingidos pelo fogo e outros morreram intoxicados pela fumaça.

Segundo Christian Berlinck, foram observados efeitos a curto e longo prazo do fogo na fauna pantaneira. “O primeiro é o direto, queima – mata. O segundo é indireto, a gente altera a paisagem. Ao alterar a paisagem eu não tenho zonas de refúgio, não tenho zonas de regulação térmica, não tenho onde buscar água e comida e isso acontece ao logo de muitos e muitos anos”.

O alerta é para o risco de que situações como a registrada em 2020 se repitam. Como alternativa de prevenção o pesquisador defende o manejo integrado do fogo no Pantanal. “É uma das soluções. Na nossa visão, a mais eficiente”.

O trabalho envolveu pesquisadores da Embrapa Pantanal, do ICMBio, do Ibama, do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), da Universidade do Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Meio Ambiente do Pantanal, do Instituto Smithsonian (dos Estados Unidos), e de outras instituições.

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