No dia 9 de maio comemoramos o aniversário de 267 anos de criação da Capitania de Mato Grosso! Temos muito do que nos orgulhar desse Estado privilegiado pela sua exuberância natural, pela sua produção recorde de grãos e pelo seu rebanho bovino. Somos o celeiro do Brasil!
Após várias transformações em seu território, sendo a última em 1977, quando aconteceu a separação do Estado que originou Mato Grosso do Sul, se iniciou um novo Mato Grosso, com crescimento vertiginoso conforme podemos destacar em seus números.
A população que em 1980 era de 1.138.691 habitantes, em 2014 já era de 3.035.122.
O número de municípios praticamente triplicou, pulando de 58 em 1980 para os atuais 141, ou seja, criou-se 83 novas cidades.
Em 2010, quando deixei o governo de Mato Grosso, contabilizávamos 533 escolas estaduais, contra 57 em 1980.
A evolução da economia do Estado foi surpreendente! Destaco a parte da agropecuária que no período de 1990 a 2013 pulou de 4,1 milhões de toneladas de grãos por ano, para 48 milhões em 2014.
Seu rebanho bovino também teve um crescimento vertiginoso! Entre 2000 e 2014 passou de 19 milhões de cabeças de gado para 28,7 milhões.
O Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no território mato-grossense, aumentou 337%, nos últimos 11 anos. Este resultado permitiu que o Estado elevasse a participação no PIB do Centro-Oeste de 14% para 18% no período. No contexto nacional, Mato Grosso responde por 1,72% do PIB brasileiro, atualmente em R$ 4,3 trilhões. No começo da última década, essa participação era de 1,25%.
Contudo, este Mato Grosso novo de apenas 38 de seus 267 anos, carece de muita infraestrutura que permita o seu continuo crescimento, principalmente para escoar toda esta produção, toda essa riqueza, bem como, a projeção prevista de sua expansão com a intensificação do uso integrado do solo pelo tripé Lavoura- Pecuária – Floresta.
A contribuição de Mato Grosso, que já é destaque na Balança Comercial do Brasil, somente vai continuar evoluindo, com a ampliação de sua malha viária, mas principalmente com os investimentos em ferrovias e hidrovias fundamentais no escoamento desta produção crescente.
Mato Grosso é polo do desenvolvimento agropecuário. Safras recordes e rebanhos gigantescos inseriram nossa região no mapa mundial da produtividade de commodites. Deixamos a periferia para assumir papel de protagonistas na balança comercial brasileira.
Segundo levantamento da Conab, impulsionada por soja e milho, a colheita de grãos deverá atingir 48,2 milhões de toneladas em Mato Grosso nesta safra 2014/2015. Superando-se a cada ano.
Mais uma vez vamos liderar a colheita nacional, que será recorde com previsão de 198,3 milhões de toneladas de grãos. É a região Centro-Oeste que vem puxando por três anos consecutivos o recorde na safra de grãos no país!
A contribuição do agronegócio é decisiva para o PIB, para a geração de empregos e para as exportações. O setor irradia oportunidades e renda para toda a economia e é a base da economia brasileira.
O Brasil se destaca no cenário mundial de grãos, carnes e fibras, comprovando sua eficiência produtiva no campo. Em Mato Grosso, nas últimas duas décadas, a produção agrícola cresceu 656%, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
O agronegócio é também um grande empregador, multiplicando empregos e renda por onde passa, além de garantir o saldo positivo na balança comercial. Elevou a qualidade de vida de quem está no campo, reduziu o preço dos alimentos e melhorou a quantidade e qualidade do consumo na mesa dos brasileiros.
O Brasil é reconhecido mundialmente por sua alta produção agrícola e pecuária. O agronegócio hoje é o que alimenta o PIB nacional. É o que impulsiona os outros setores da economia, como a indústria e o comércio.
Para continuar crescendo o setor precisa de uma logística mais eficiente, tributos mais justos, mais investimentos, créditos e seguro rural.
Municípios mato-grossenses como Lucas do Rio Verde, Sorriso, Cláudia, entre outros, têm a agropecuária como principal atividade econômica e possuem os maiores Índices de DesenvolvimentoHumano (IDH) no Estado.
Da mesma forma que o crescimento da sua produção, o Índice de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM) em Mato Grosso, apurado a cada 10 anos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), também evoluiu positivamente. Tivemos um incremento no seu IDHM de 61,47% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional que foi 47,46%.
Também aumentou a expectativa de vida dos mato-grossenses nessas duas décadas, passando de 64,5 anos em 1991 para 69,4 anos em 2000, e para 74,3 anos em 2010.
Reduzimos a mortalidade infantil. Por mil nascidos vivos em 1991, morriam 33,6, em 2000 passamos para 27,5 e para 16,8 nos dados de 2010.
No que diz respeito à Educação os indicadores também estão melhores. Em 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola foi de 86,8%, bem superior à porcentagem apresentada em 1990 que era de 25,77% e de 63% no ano de 2000.
A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental no ano de 1990 era de 33,96% e chegamos em 2010 com 85,82%.
Já os jovens, entre 18 e 20 anos, com ensino médio completo cresceu 507% entre 1990 e 2010.
A economia de Mato Grosso pode ser medida pela evolução de seu PIB. Considerando apenas o período de 2000 a 2012 seu crescimento foi de 543,56%, passando de R$ 14.870.533.000 para R$ 80.830.108.000
A renda per capita média de Mato Grosso cresceu 431,84% nos últimos doze anos, passando de R$ 5.937,87 em 2000 para R$25642,4 em 2012.
A extrema pobreza, (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010), passou de 13,72% em 1991 para 7,83% em 2000 e para 4,41% em 2010.
O Estado também gerou mais empregos nas últimas décadas. Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais, entenda-se, o percentual dessa população que era economicamente ativa, passou de 68,19% em 2000 para 70,23% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação, ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada, passou de 10,63% em 2000 para 5,75% em 2010.
Se analisássemos esta evolução pelos municípios de nosso Estado, veríamos que assim como nossa infraestrutura, ainda temos muito a investir para alavancar o desenvolvimento desejado, pois apesar de termos os municípios que já citei com altos índices de IDHM, muitos outros vivem a espera da transformação do produto primário com a chegada tão esperada da industrialização, para a geração de emprego e renda.
Muitos homens e mulheres contribuíram anonimamente para alicerçar esse Brasil Central da prosperidade e do desenvolvimento.
Nesse aniversário de 267 anos do meu querido Mato Grosso, quero prestar homenagem às milhares de famílias que aqui vivem, trabalham dão força a nossa economia.
Mato Grosso é uma terra de gente brava e trabalhadora, que sabe semear e plantar, mas, sobretudo, sabe colher prosperidade.
BLAIRO MAGGI é senador da República por Mato Grosso























