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ESCALADA DOS GARIMPOS

Mato Grosso, o “estado destruição”

Quem ganha e quem paga a conta da destruição provocada pelos garimpos em Mato Grosso? A mineração, que faz parte da própria história do estado, vive hoje uma escalada política e empresarial da exploração de garimpos de ouro, avançando inclusive sobre áreas de conservação.

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A exploração dos garimpos de ouro hoje em Mato Grosso é um negócio empresarial e político. Não representa mais aquela imagem histórica de bandeirantes em busca do ouro, desbravando novos territórios. Hoje a realidade é outra, trata-se de um negócio que tem a participação de grandes empresas internacionais de mineração e também de grupos de empresários e políticos locais. O apoio político sustenta o vale tudo legal da exploração mineral para poucos e poderosos. As consequências da destruição ambiental é a conta que a sociedade paga. A sociedade vai continuar a bancar estes custos ambientais?

A escalada do garimpo ilegal no país como um todo chama a atenção dos pesquisadores brasileiros e do exterior, com a grande concentração do garimpo em áreas protegidas, o que faz do desenvolvimento da atividade ilegal. Em 2022, 39% da área garimpada no Brasil estava dentro de uma Terra Indígena (TI) ou Unidade de Conservação (UC).

Mato Grosso é o vice-líder em áreas mineradas no Brasil, com 72 mil hectares explorados. Dados do MapBiomas em 2023, segundo matéria do jornalista André Garcia, do site de ecologia Gigante 163, mostram que os três primeiros colocados do ranking, que inclui Pará e Minas Gerais, respondem juntos por 339 mil hectares ocupados pela atividade no País, ou 76% do total. O estudo também destacou que em apenas um ano a expansão da atividade no Brasil foi de 35 mil hectares, crescimento que se deu basicamente na Amazônia. Em 2022 o bioma concentrava a quase totalidade (92%) da área garimpada no Brasil.

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O Cerrado de Mato Grosso também tem muito ouro e atrai a cobiça dos empresários-garimpeiros. O entorno de Cuiabá, como Chapada dos Guimarães, e o Pantanal, veja a destruição em Poconé, são alvos da escalada da mineração dos grupos empresariais locais.

A sociedade de Mato Grosso precisa decidir, mas antes precisa reagir: querem o estado transformado no “campeão da destruição” ou querem garantir a sustentabilidade das atividades econômicas ligadas, por exemplo, ao agronegócio? Querem um estado com áreas de preservação que ajudem no equilíbrio do meio ambiente e sem maiores riscos de desastres climáticos ou aceitam passivamente a política do vale tudo da escalada dos garimpos? E para os cuiabanos a pergunta que não quer calar: os candidatos a prefeito de Cuiabá vão discutir para valer o cerco dos garimpos que avança no seu entorno e ameaça tornar o município um lugar inóspito pelo calor cada vez mais crescente?

“Quando existe um grupo de pessoas que diz, por exemplo, que garimpo não contamina ninguém, isso é de uma profunda ignorância científica. Quando o seu poder econômico advém de uma atividade ilegal, é normal que você distorça a informações científicas a seu interesse”, afirma Cesar Diniz, doutor em geologia e coordenador técnico do mapeamento da mineração no Mapbiomas.

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Garimpo ilegal em Mato Grosso (Foto: PF).
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