
O governador Mauro Mendes (União) trouxe um novo argumento para defender a candidatura ao governo de Mato Grosso do seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos): desprezar a carreira política do senador Wellington Fagundes. A lógica do argumento de Mauro é que Fagundes não tem experiência de cargo no Executivo. Seus mais de 30 anos fazendo política foram apenas no Poder Legislativo, como deputado federal e senador.
O veneno do argumento de Mendes é a insinuação de casos pretéritos de políticos apenas com experiência no Legislativo que não deram certo na gestão de governo. Eis o veneno de Mauro inoculado na candidatura de Wellington, registrado pela jornalista Cíntia Borges, do site Midianews:
Mendes evitou polemizar sobre a definição da sigla (PL), que era dada como uma possível aliada a seu projeto. No entanto, Mendes comparou o perfil de Wellington a um gestor do passado.
“É natural que os partidos façam lançamento de pré-candidaturas, e eu vejo isso com tranquilidade. Nós estamos distantes das eleições. O senador Wellington tem uma trajetória de mais de 30 anos na política no legislativo, e ele está se lançando ao Executivo e Mato Grosso já experimentou algo assim”, disse o governador.
O governador polemizou sim, fingindo que não queria polemizar. Quais políticos com o perfil de legisladores Mato Grosso já experimentou recentemente e que Mauro Mendes tirou do Buraco da Memória como uma ameaça de fracasso administrativo e casos de corrupção? A ameaça tem nome e sobrenome? Mato Grosso experimentou Silval Barbosa, que saiu da Assembleia Legislativa direto para a cadeira de governador (apesar de uma experiência mínima de prefeito) e experimentou Pedro Taques, que saiu do Senado para ser governador. Qual dos dois é o “fantasma” do passado recente usado por Mendes?
A lógica torta de Mauro Mendes não funciona diante de fatos, ao exame de outros exemplos. O ex-governador Dante de Oliveira começou a sua trajetória como legislador e depois passou, com sucesso, para o Executivo, eleito prefeito de Cuiabá e governador.
O senador Wellington Fagundes tentou duas vezes ser um político do Executivo: perdeu uma eleição de prefeito de Rondonópolis e perdeu uma eleição para o governo. Agora se lança para nova eleição a um cargo Executivo contra Otaviano Pivetta, que tem experiência no Executivo, como ex-prefeito duas vezes e está como vice-governador. De outro lado, Otaviano tem uma experiência fracassada como deputado estadual. Uma péssima lembrança para os eleitores. Ele fez um mandato legislativo de resultado zero, para utilizar a métrica favorita do governo zero.
Em tempo: se a experiência em cargos no Executivo conta na disputa, a candidatura ao governo do senador Jayme Campos (União) então é muito forte. Jayme tem a experiência de ex-prefeito de Várzea Grande e de ex-governador de Mato Grosso. Jayme é um nome melhor do que Otaviano e Wellington? Com a palavra o senhor governador Mauro “Zero” Mendes.




















