
Nota do site Gazeta Digital destaca a mudança do discurso do ex-governador Mauro Mendes (União), candidato a senador, que em eleições passadas nunca faltou aos debates promovidos pelos meios de comunicação. A mudança de opinião é a expressão do seu medo de enfrentar os concorrentes em um debate aberto, democrático. Mauro Mendes está acuado, e prefere fugir. Bem diferentes dos risíveis personagens de super-heróis que a propaganda dele apresenta nas suas redes sociais.
Ausente de todos os debates até então, o candidato ao Senado afirmou que considera os atos um “show de horrores” e, por isso, não participa. A mudança de postura foi adotada na campanha atual, visto que, quando concorreu ao governo de Mato Grosso e à Prefeitura de Cuiabá, participou de todos, destacou o site Gazeta Digital.
SHOW DE ESCÂNDALOS
Mauro Mendes deve explicações sobre a série de denúncias de corrupção envolvendo o seu governo. Confira a lista:
O Escândalo do Acordo com a Oi (Operação Heritage)
O governo estadual firmou um acordo administrativo de R$ 308 milhões para encerrar um litígio tributário antigo relacionado a créditos de ICMS cobrados da operadora de telefonia Oi. A investigação da Polícia Federal (Operação Heritage) aponta que o acordo foi utilizado como mecanismo para desvio de recursos públicos por meio de fundos de investimento e repasses complexos em cadeia (envolvendo fundos ligados ao Banco Master). O foco da apuração recai sobre a legalidade da modelagem jurídica e a transição rápida dos créditos logo após a autocomposição conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Mauro Mendes negou veementemente qualquer irregularidade ou recebimento de vantagens indevidas, sustentando que os atos administrativos seguiram estritamente os princípios da legalidade e foram balizados pelos órgãos técnicos do estado. Mas se recusa a falar sobre o caminho do dinheiro público para fundos privados
O Escândalo dos Consignados (Banco Master / Credcesta)
A gestão de Mendes implementou um decreto estabelecendo margem consignável exclusiva para cartões de benefício de servidores públicos e pensionistas, viabilizando o credenciamento do Credcesta (ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro) de forma célere em meados de 2023.
O caso passou a ser investigado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido a suspeitas de fraudes sistêmicas e favorecimentos em redes de crédito consignado operadas por fundos de investimento. O processo de liberação relâmpago da instituição no estado gerou denúncias de servidores e questionamentos políticos severos. Polêmica adicional emergiu a partir de registros de viagens internacionais e coincidências de agenda em Nova York, associando o nome do ex-governador ao epicentro das investigações da PF sobre o mesmo esquema financeiro. A defesa e o ex-governador afirmaram que o credenciamento do Banco Master seguiu os trâmites normais e impessoais.
O Escândalo da Saúde
A gestão da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tornou-se alvo de forte pressão política na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), culminando na protocolação e abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de corrupção e desvios de recursos na pasta. Os trabalhos de fiscalização e as contestações da oposição voltaram-se para contratos emergenciais, fluxos de repasses financeiros e a execução orçamentária da saúde pública estadual durante o governo.
JANAINA E SEUS SUPLENTES POLÊMICOS
A deputada Janaina Riva (MDB), candidata a senadora, por sua vez, também tem muito o que explicar aos eleitores, e por isso também foge dos debates. Ela descartou uma mulher, a delegada aposentada Ana Cristina Feldner, que disse ter se sentido “usada, enganada e desrespeitada”, e colocou dois homens como suplentes, dois nomes polêmicos na sua chapa ao Senado.
Danilo Berndt Trento (MDB) assumiu a primeira suplência e Rafael Yamada Torres (MDB), já tiveram os nomes envolvidos em investigações criminais e procedimentos judiciais. Trento, por exemplo, ganhou projeção ingloriosa na CPI da Pandemia, em 2021, quando era diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos. Ele chegou a depor na comissão, cujo relatório final recomendou seu indiciamento por fraude em contrato, organização criminosa e improbidade administrativa. O eleitor precisa saber o porquê da escolha destes suplentes na final do prazo legal para as trocas.
No último debate, Janaina confirmou presença, mas acabou fugindo, deixando de participar.






















