Com pelo menos 15 processos contra jornalistas, o governador Mauro Mendes (UB) confirmou que manterá as ações judiciais mesmo após a deflagração da segunda fase da Operação Hermes, confirmando que o filho dele, Luis Antônio Taveira Mendes, é um dos investigados pela Polícia Federal em suposto esquema de comercialização de mercúrio ilegal para uso em garimpos.
“Todos que usaram de inverdade. Ou todos que usarem de mentira, de calúnia e difamação, eu vou processar. Todos que falarem a verdade, a verdade pode ser dita a qualquer momento. Simples assim”, afirmou Mauro Mendes, em entrevista à imprensa, nesta terça-feira.
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A maioria dos processos são contra jornalistas do Jornal A Gazeta após divulgação de matéria em julho deste ano apontando Luis Mendes como um dos investigados pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Hermes. O filho do governador teve as contas bloqueadas, o passaporte apreendido e foi arbitrada multa em decisão da Justiça Federal referente a segunda fase da Hermes, no dia 8 de novembro deste ano.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SindJor/MT) encaminharam à Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido de intervenção federal e de afastamento do governador diante das recentes ações contra 15 jornalistas do Estado. “Se você processar esse cidadão significa que você está perseguindo ele?”, questionou Mendes.

Empresas foram alvos da primeira fase
Laudos e relatórios elaborados pela Polícia Federal ainda na primeira fase da Operação Hermes, em 2022, revelam que duas empresas do conglomerado de mineradoras da família do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Os documentos colocam ‘em xeque’ as justificativas apresentadas pelo governador após a deflagração da segunda fase da operação, na semana passada.
Um relatório de análise bancária elaborado pela Polícia Federal em 27 de julho de 2022 mostra que a Mineração Aricá e a VM Mineradora já estavam na lista de compradores investigados no esquema de mercúrio ilegal liderado pelos sócios da família Veggi. A análise dos dados bancários foi feita antes mesmo da deflagração da primeira fase, que ocorreu em dezembro do ano passado (01.12.2022).





















