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Mauro Mendes e Abílio batem boca sobre influência política do Comando Vermelho

Abilio lembra que no dia 3 de abril deste ano o União Brasil, partido do qual Mauro Mendes é presidente do Diretório Estadual, desfiliou um pré-candidato a vereador em Cuiabá, logo após a prisão ser cumprida pela Polícia Civil no transcorrer da Operação Apito Final.

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O governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Abílio Brunini (PL) têm travado um bate-boca, via imprensa, após a operação Ragnatela, da Polícia Federal, expor as relações e influência do Comando Vermelho perante agentes públicos e lideranças políticas de Mato Grosso. A discussão começou na semana passada quando o parlamentar, que é pré-candidato a prefeito de Cuiabá, afirmou que facções estariam se movimentando para decidir quem seria eleito prefeito no pleito deste ano e, posteriormente, quem será o próximo governador do Estado.

Nesta segunda-feira (10.06), o governador Mauro Mendes respondeu o deputado federal e disse que Abílio deve fazer uma denúncia junto ao Ministério Público. “O deputado Abílio tem que falar e provar. Não tem que ficar jogando conversa ao vento, mas falar colocando nome aos bois. […] Agora, se ele sabe de alguma coisa errada, não jogue conversa fiada e ao vento, escreva, assine embaixo e protocolize nos órgãos competentes uma denúncia colocando nome aos bois”, disse Mendes em entrevista à rádio CBN Cuiabá, na manhã desta segunda.

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O deputado federal, por sua vez, rebateu a declaração do governador que classificou como “conversa fiada” a denúncia de que integrantes da organização criminosa estão se infiltrando na política. Abílio, em vídeo compartilhado em suas redes sociais, lembrou que membros de facções tiveram a ousadia de procurar o União Brasil para serem candidatos a vereador em Cuiabá.

“Tudo o que falei foi amplamente divulgado pela imprensa de Mato Grosso a partir das investigações da Polícia Civil e Polícia Federal. Tanto é, que o governador declarou publicamente que a Secretaria de Segurança Pública tinha conhecimento desta situação. E a deputada federal Gisela Simona tinha declarado que desfiliou um pré-candidato da facção após saber da prisão”, disse.

Abilio lembra que no dia 3 de abril deste ano o União Brasil, partido do qual Mauro Mendes é presidente do Diretório Estadual, desfiliou um pré-candidato a vereador em Cuiabá, logo após a prisão ser cumprida pela Polícia Civil no transcorrer da Operação Apito Final. Ainda veio à tona que o pré-candidato a vereador foi servidor da Câmara Municipal de Cuiabá pelo período de sete anos.

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Na ocasião, o governador Mauro Mendes declarou publicamente que tinha conhecimento prévio de que integrantes do Comando Vermelho estariam se infiltrando na política com o intuito de influenciar ações do poder público a partir do exercício do mandato. “Nós já sabíamos e estávamos trabalhando nos bastidores com o fato de que o crime organizado vem tentando infiltrar pessoas, não só em Mato Grosso, mas no Brasil inteiro, dentro da política, elegendo cargos importantes para tentar influenciar o poder público por dentro”, afirmou.

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