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INVESTIGAÇÃO NA ALMT

Max Russi nomeia deputados para a CPI da Saúde; veja composição

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A composição oficial da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta segunda-feira (2). O presidente do Legislativo, Max Russi (PSB), assinou o ato nº 009/2026 nomeando os cinco deputados titulares e seus respectivos suplentes que irão investigar possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A CPI, que foi criada pelo Ato nº 004/2026 em 6 de fevereiro, tem como alvo denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios ocorridos entre 2019 e 2023. Os trabalhos da comissão estão diretamente ligados à Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Civil para apurar suspeitas de fraudes na execução de contratos de médicos plantonistas, especialmente durante o período da pandemia de covid-19 .

A definição dos nomes ocorre após um impasse político e pressão do autor do requerimento, deputado Wilson Santos (PSD). Inicialmente, os blocos parlamentares tiveram cinco dias para indicar os membros, mas apenas as lideranças de Janaina Riva (MDB) e Lúdio Cabral (PT) formalizaram os nomes dentro do prazo.

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Com o esgotamento desse período, a prerrogativa regimental passou a ser do presidente da Casa, Max Russi, que publicou a lista completa nesta terça-feira .

Confira a lista dos membros da CPI da Saúde:

Titulares Suplentes
Wilson Santos (PSD) – Presidente Carlos Avallone (PSDB)
Dilmar Dal Bosco (União Brasil) Paulo Araújo (PP)
Beto Dois a Um (PSB) Lúdio Cabral (PT)
Chico Guarnieri (PRD) Dr. Eugênio (PSB)
Janaina Riva (MDB) Thiago Silva (União)

A presidência da CPI ficará a cargo de Wilson Santos, que terá 180 dias para conduzir as investigações, prazo que pode ser prorrogado. O deputado já adiantou que a comissão deve ouvir convocados e analisar documentos para esclarecer se houve ilegalidades na aplicação de recursos públicos.

Contexto da Investigação

A CPI da Saúde busca aprofundar as apurações que motivaram a Operação Espelho em 2020. Na ocasião, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) investigou suspeitas de que uma empresa contratada para fornecer médicos plantonistas ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande estaria entregando menos profissionais do que o previsto, além de indícios de fraudes em folhas de ponto.

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Auditorias da Controladoria Geral do Estado (CGE) à época identificaram pagamentos por plantões médicos sem comprovação e uso de profissionais não habilitados. O prejuízo estimado apenas em dois contratos analisados foi de R$ 229,7 mil, e a empresa investigada recebeu mais de R$ 17,5 milhões do governo estadual durante a pandemia.

Além disso, o requerimento de Wilson Santos menciona decisões judiciais que bloquearam cerca de R$ 35 milhões em bens de investigados e apontam indícios de sobrepreço em contratos de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), que somam R$ 30,2 milhões.

Com a comissão finalmente instalada e seus membros nomeados, a expectativa é que os trabalhos tenham início nos próximos dias com a definição do calendário de reuniões, requisição de documentos e as primeiras oitivas. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já sinalizou que deve colaborar com a CPI, repassando auditorias realizadas nas contas da Saúde entre 2019 e 2023.

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